Saem regras de saque para doentes e presos

O último balanço divulgado em 20 de julho indicava que cerca de 5 milhões ainda não haviam sacado o dinheiro das contas inativas - grupo que mantinha cerca de R$ 700 milhões depositados

Da Redação com  Agências/redacao@diarioam.com.br

Manaus– Trabalhadores com grave problema de saúde e presos terão até 31 de dezembro de 2018 para sacar o dinheiro das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A decisão foi detalhada  nesta segunda-feira pela Caixa Econômica Federal (Caixa) e prevê que o cotista comprove a situação que o impediu de sacar o dinheiro no prazo normal que terminou nesta segunda. No último dia de saques das contas inativas, alguns trabalhadores  enfrentaram dificuldade pela manhã, em algumas agências do banco espalhadas pelo País.

Foto: Marcos Correa/ABr
As normas para a movimentação de recursos de pessoas impossibilitadas de comparecer a uma agência foram publicadas ontem. Foto: Marcos Correa/ABr

As normas para a movimentação de recursos de pessoas impossibilitadas de comparecer a uma agência foram  publicadas ontem pelo Diário Oficial da União (DOU).

Segundo a circular da Caixa, a impossibilidade de comparecimento poderá ser comprovada por meio de apresentação de atestado médico, nos casos do trabalhador com doença grave que impeça a presença do titular da conta.

Para os casos de pessoa presa, o documento prevê a apresentação de certidão obtida na Vara de Execução Penal, Vara de Execução Criminal ou juízo responsável que decretou a prisão, ou ainda expedida pela autoridade da unidade prisional que o custodiou.

Período extra

A Caixa não informa a estimativa de cotistas nas duas situações. Em nota, o banco ressalta que o período extra para o saque dos recursos vale apenas para os dois casos e o período para todos os demais trabalhadores terminou ontem,  sem prorrogação.

O último balanço divulgado em 20 de julho indicava que cerca de 5 milhões de trabalhadores ainda não haviam sacado o dinheiro das contas inativas – grupo que mantinha cerca de R$ 700 milhões depositados. A Caixa não informou os dados por Estado. De acordo com o último balanço do dia 17 de julho, 280 mil trabalhadores no Amazonas haviam sacado o saldo inativo, representando um montante de R$ 362 milhões.

O saldo das contas ativas e inativas continuará a ser remunerado pela regra geral que prevê correção monetária acrescida de juro de 3% ao ano. O rendimento é cerca de metade do pago pelas cadernetas de poupança.