Salário médio do Amazonas sobe R$ 54, aponta MT

O trabalhador recebeu, em média, R$ 2,6 mil, no ano passado, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), com aumento real já descontada a inflação de um ano de 2,06%

Manaus – O trabalhador do Amazonas teve um acréscimo médio de R$ 54,37  no seu salário, em 2016, comparado ao ano anterior. Com isso, o valor médio subiu para R$ 2.692,87, um aumento real de 2,06%, já descontada a inflação. Segundo os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), quando extratificado por sexo, o salário dos homens cresceu 2,38%, bem acima do das mulheres, que teve alta de 1,72% no mesmo período.

O salário dos homens cresceu 2,38%, bem acima do das mulheres, que teve alta de 1,72% (Foto: Tiago Correa)

O salário médio dos trabalhadores do sexo masculino passou de R$ 2.842,69, em 2015, para R$ 2.910,33, em 2016. Enquanto, a remuneração delas passou de R$ 2.376,16 para R$ 2.417,06

Já com relação à escolaridade, a maior queda relativa na média salarial foi verificada entre os trabalhadores com até a 5ª série completa do Ensino Fundamental, recuo de 1,87%, de 2015 para 2016, seguido do Superior completo que sofreu perda de 1,15% na remuneração.

A maior alta no rendimento médio foi para os trabalhadores com a 5ª série incompleta do Ensino Fundamental, 7,05%, seguido dos analfabetos com 4,48% de crescimento.

O salário médio dos trabalhadores do Amazonas com Superior completo é de R$ 5,1 mil, enquanto os analfabetos recebiam, em média, R$ 1.3 mil.

Setores

A extrativa mineral é o setor que pagava o maior salário médio no Amazonas, em 2016, segundo a Rais, R$ 15,517,45. Enquanto a remuneração média dos trabalhadores da indústria textil do vestuário e artefatos de tecidos era a menor, R$ 1.276,76.

Com uma alta de 50,42%, a renda média dos que trabalham no setor de Serviços Industriais de Utilidade Pública foi a que mais cresceu e passou de R$ 3.912,04, em 2015, para R$ 5.884,33, em 2016. A indústria de calçados também teve uma alta expressiva de 47,48% na renda média que passou de R$ 2.096,83 para R$ 3.092,42, em 2016.

Os trabalhadores das empresas com 50 a 99 empregados formais foram os que receberam o maior aumento na renda média, no período, 9,93%, enquanto aqueles de estabelecimentos com 250 a 499 vínculos ativos registram queda de 2,68% na renda.

Nacional

Os rendimentos médios de homens e mulheres tiveram crescimento real, com maior intensidade percentual para as mulheres. A remuneração média masculina cresceu 0,4% alcançando R$3.063,33. Por sua vez, a remuneração média feminina registrou crescimento de 1,5%, atingindo R$2.585,44.

Os empregados com menor escolaridade (até Ensino Médio completo/incompleto) tiveram crescimento de 1,2% na renda média, enquanto os empregados mais escolarizados (com Ensino Superior completo ou incompleto) tiveram redução de 2%.

Em 2016, a remuneração média real em dezembro cresceu 0,8% em relação a 2015, alcançando R$2.852,62. Em relação a 2014, quando a remuneração média real alcançou R$2.904,59 (auge da série histórica), houve redução da ordem de -1,8%.

Em comparação com 2015, todas as grandes regiões demonstraram crescimento positivo na remuneração média, à exceção da Região Sudeste.

Dentre as Unidades Federativas (UFs), as maiores remunerações médias encontram-se no Distrito Federal (R$5,2 mil), Rio de Janeiro (R$3,3 mil), São Paulo (R$3,2 mil), Roraima (R$3,0 mil) e Rio Grande do Sul (R$2,8 mil). Por sua vez, as menores remunerações médias situam-se na Paraíba (R$2.081,31), Ceará (R$2.084,47), além de Alagoas (R$2.105,74), Piauí (R$2.223,90) e Maranhão (R$2.228,74).

Em 2016, as UFs que registraram maior crescimento percentual da remuneração média foram Piauí (4,3%), Maranhão (4,1%), Sergipe (4,1%), Mato Grosso (3,9%) e Rio Grande do Norte (3,6%). Os Estados com maior retração na remuneração média foram Amapá (-20,4%), Distrito Federal (-1,0%), Rio de Janeiro (-0,9%), Tocantins (-0,8%) e São Paulo (-0,2%).

Etnia

Os empregados que se declararam brancos eram maioria no mercado formal, com 19,5 milhões de postos, ou 42,3% do total. Em segundo lugar, ficaram os trabalhadores autoidentificados como pardos (12,3 milhões, correspondente a 26,6%). Eram minoria no mercado formal indígenas (75,4 mil, 0,2%), amarelos (274,4 mil, 0,6%) e pretos (1,9 milhão, 4,2%). Cerca de 12,1 milhões de trabalhadores não estavam identificados por raça/etnia, o que corresponde a 26,2% do total.