Venda da Eletrobras pode atrasar com intervenção, no Rio

A prioridade no Congresso, agora, passa a ser a pauta da segurança pública, como disse Rodrigo Maia

Agência Estado

Brasília – O decreto de intervenção federal na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro pode atrapalhar os planos de privatização da Eletrobras, embora não tenha efeito direto sobre o processo. A prioridade no Congresso, agora, passa a ser a pauta da segurança pública, como disse o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O deputado citou, na última sexta-feira, a necessidade de endurecer e modernizar leis relacionadas ao tráfico de drogas e armas e de integração do sistema de segurança nacional.

(Foto: Eraldo Lopes)

Questionado se o decreto iria causar atrasos no cronograma de votação do projeto de privatização da companhia, Maia disse apenas que a intenção “nunca foi votar o projeto em fevereiro ou março”. A previsão dele é que as discussões durem entre 40 e 60 dias, na Câmara. A privatização da companhia é um dos principais itens da pauta econômica de 2018, por conta do reforço de caixa para o Tesouro de, pelo menos, R$ 12 bilhões.

“O calendário do projeto de lei da Eletrobras está tranquilo”, minimizou o deputado, que, antes da intervenção, previa que a proposta iria à votação no plenário, em abril. Maia afirmou que o decreto da intervenção provocou uma “antecipação da pauta da segurança”, que, até então, estava na agenda da Câmara e do Senado para depois da reforma da Previdência.

O relator da proposta de privatização da Eletrobras na Câmara, deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), disse que mantém a intenção de votar o projeto de lei na segunda metade de abril.