Vendas de imóveis caem 40%, em Manaus

Ao contrário da média do País, que após dois anos de queda atestou aumento de 9,1% na comercialização, o setor em Manaus encolheu em vendas e lançamentos, em 2017, aponta a CBIC

Da Redação / redacao@diarioam.com.br

Manaus – A venda de imóveis em Manaus despencou 40,4%, no ano passado e os lançamentos encolheram 53,3%, situação oposta à média do País, que retomou o crescimento em 9,16%, após dois anos de queda. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que realizou o levantamento junto com o Senai Nacional.

A retração do mercado imobiliário local puxou para baixo a média da Região Norte, que encolheu 30,9%, no ano passado, também influenciada negativamente por Belém (PA), com a redução de 10,6% nas unidades comercializadas.

A retração do mercado imobiliário local puxou para baixo a média da Região Norte. (Foto: Sandro Pereira)
De acordo com a CBIC, em Manaus foram vendidos 1.738 imóveis residenciais, em 2017, contra 2.917, no ano anterior. Já os lançamentos encolheram mais da metade, com apenas 588 imóveis, em relação aos 1.260 colocados no mercado, em 2016. Com o resultado, a oferta final de imóveis encolheu 7,7%, ao passar de 4.766, em 2016, para 4.401 imóveis encalhados, em 2017.

O levantamento aponta que mais da metade dos imóveis disponíveis em Manaus é de dois dormitórios (54,3%), seguido por unidades com três quartos (34,7%) e de quatro ou mais dormitórios (9,2%). Apenas 1,7% da oferta final possui apenas um quarto, indica a CBIC.

A participação de Manaus no mercado nacional em relação aos lançamentos no ano passado ficou em apenas 0,7% e de 1,8% nas vendas. Já em relação à oferta final, a capital registrou uma fatia de 3,3% em comparação aos 135.051 disponíveis nas 23 capitais e regiões metropolitanas pesquisadas.

No País, a CBIC registrou a venda de 94.221 unidades em 2017, contra 86.140 unidades de 2016. O levantamento apontou aumento das vendas em 14 das regiões pesquisadas, entre elas São Paulo, Distrito Federal, Florianópolis e São Luís. Nas outras nove regiões, as vendas diminuíram, como em Manaus, Rio de Janeiro, Cuiabá e na região metropolitana de São Paulo, entre outras.

Os lançamentos chegaram a 82.343 unidades em 2017 frente a 78.286 unidades em 2016. A pesquisa apontou expansão dos novos projetos em 13 regiões, como São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Distrito Federal, São Luís, Cuiabá, entre outros, enquanto nas outras dez regiões houve retração do mercado, como Manaus, Rio de Janeiro, Florianópolis, Belo Horizonte, Belém, entre outros.

Para o presidente da CBIC, José Carlos Martins, a expectativa do mercado é de alta de 10% dos lançamentos e das vendas.

O presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da entidade, Celso Luiz Petrucci, também aposta que a melhora da economia vai ajudar o setor. “O País vai crescer mais, empregar mais, desempregar menos e manter a inflação estável. Isso vai ser muito bom para a indústria da construção”, disse. “Nós temos fatores econômicos e cenários que apontam que a economia deste ano já é dada como melhor do que no ano passado. Temos expectativa de queda de taxa de desemprego, queda da taxa Selic e previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2,89%”, avalia Petrucci.