Após ‘afundar seleção’, Felipe Melo grita, dança e provoca torcida do Santos

Foto: Werther Santana/ Estadão

Estadão/ Diário do Amazonas

São Paulo – Antes mesmo do clássico entre Santos e Palmeiras começar, a torcida alvinegra já começou a provocar Felipe Melo. Das arquibancadas da Vila Belmiro saíram vaias e um coro: “Não é mole, não, Felipe Melo afundou a seleção”, em referência à fatídica solada sobre Arjen Robben, nas quartas de final da Copa do Mundo de 2010.

Na saída para o intervalo, com o jogo 0 a 0, o meia palmeirense gesticulou com os braços, pedindo para que a torcida rival cantasse mais, e ainda dançou.

Com o placar em 1 a 0 para o Santos, após gol de Ricardo Oliveira aos 29 do segundo tempo, o Palmeiras conseguiu uma reação fulminante, virando a partida com Jean e Willian Bigode, aos 40 e 42, respectivamente. Depois do segundo gol, Felipe Melo reeditou um “Armeration” com Yerry Mina e dançou sem pudor.

Antes mesmo do jogo terminar, Felipe Melo seguiu provocando, batendo no escudo do Palmeiras e gritando na direção da torcida.

Mas o melhor ficou para o final. Em entrevista para o repórter Andre Hernan, do SporTV, ainda no gramado, disparou: “A gente está acostumado em caldeirão, pô. Nunca vi caldeirão com 5 mil, 8 mil. Caldeirão é lá no chiqueiro. Jogamos contra um grande time, à parte da brincadeira, um time, inclusive, criou mais do que a gente. O Santos é um ótimo, excelente time. Acho que foi uma batalha dura, né? Isso aí faz parte, a torcida… Faz parte do futebol. Eu gostava do tempo de Edmundo, de Romário, que não tinha muito mimimi. Faz parte do futebol. Parabéns ao grupo que lutou bastante. Três pontos!”

Perguntado especificamente sobre as provocações, ele não se mostrou incomodado. “É como eu falei, faz parte do futebol. (Se virando para a câmera) Gente, não vamos deixar o futebol morrer. Isso é o futebol. É isso mesmo, mas sem briga, sem confusão. Com responsabilidade sempre.”