Palmeiras e Corinthians, quem diria, ‘trocam’ de posições neste Brasileirão

O time de Carille lidera a competição, enquanto que os 'juntados' de Cuca beiram a zona de rebaixamento

Estadão/Diário do Amazonas

São Paulo O que se esperava de um, é possível encontrar no outro. Assim é a campanha de Palmeiras e Corinthians após cinco rodadas do Campeonato Brasileiro. O badalado Palmeiras naufraga em seus próprios mares. Trocou de técnico (Eduardo Baptista por Cuca) com a certeza de que iria acertar de imediato e até agora o que se vê é um elenco recheado de bons jogadores, mas todos perdidos em campo e alguns entregues ao departamento médico, portanto, com menos responsabilidade neste momento.

A derrota para o Coritiba por 1 a 0 e a ausência de gols depois de 5 partidas é só a ponta do iceberg para explicar o que ocorre com o Palmeiras, um time milionário e que a cada momento ruim só pensa em reforçar o elenco com novas contratações, quando, na verdade, deveria pensar em melhorar o que já tem e não condicionar novos ares à chegada de novos jogadores. Essa tem sido a única nota no Palmeiras. Contratar. Cuca está perdido, testando no Brasileiro um esquema e uma porção de jogadores. A não ser que tenha um pedido direto da diretoria de futebol para fazer uma avaliação rápida a fim de saber com quais jogadores poderá contar até o fim do ano, embora todos tenham contrato, não se entende o que o treinador anda fazendo. Os jogadores também se escondem, jogam para trás, erram passes curtos. Falta inteligência para muitos deles. Esse Palmeiras lembra as formações do tempo da fila, quando os times eram de doer e o resultado já se sabia de antemão. Muitos palmeirense com mais de 40 anos sabem bem do que estou falando.

O comportamento, e resultado, desse Palmeiras é o que se esperava do Corinthians, um time mais modesto e com um elenco limitado, envolvido com um técnico novo, que era auxiliar e foi efetivado, e com uma dívida imensa com suas coisas, inclusive com o estádio. Então, esperava-se que 2017 fosse um ano de provações do Corinthians, em que a equipe tivesse mil dificuldades para se acertar e brigaria pelas posições intermediárias na tabela do Nacional. Só que não. Esse time retratado acima, em campo, parece mais o Palmeiras do que o Corinthians.

E tudo porque o time do Parque São Jorge aceitou sua condição, entendeu o que o treinador pediu e comprou a ideia da superação a cada rodada. Fábio Carille arranca leite de pedra, tem um padrão definido e não perde mais, mesmo se valendo de um banco limitado, como todos acreditavam. Não é dos melhores, diga-se, mas tem sido eficiente, como foi na rodada de quarta diante do Vasco, com vitória de 5 a 2. Isso mesmo, 5 a 2. Nem o mais otimista corintiano, e há muitos por aí, poderia apontar resultado tão elástico em São Januário. O Corinthians, para desespero dos palmeirenses, joga como deveria jogar o Palmeiras. E o Palmeiras, para alegria dos corintianos, joga como se esperava do Corinthians.