Acordos para pagar crédito habitacional em atraso batem recorde

Estadão Conteúdo /Diário do Amazonas


São Paulo – A persistente crise econômica, a perda da renda e o aumento do desemprego têm forçado os principais bancos a intensificar a renegociação de dívidas em atraso. O fenômeno vem crescendo em todas as linhas de crédito, mas ganhou força sobretudo no financiamento habitacional. A modalidade se expandiu no bom momento da economia e, no fim do primeiro semestre, bateu recorde de renegociação.

Um relatório recente do Banco Central (BC) mostra que a parcela da carteira imobiliária que passou por renegociação praticamente dobrou, desde dezembro de 2013, quando o Banco Central começou a acompanhar essa modalidade. Lá atrás, 0,20% da carteira de crédito imobiliário foi reestruturada. Em junho passado, a fatia havia subido para 0,39%, o maior valor no período.

A reestruturação costuma ser positiva para todas as partes porque a inadimplência desses clientes tende a diminuir depois do processo. Contudo, o consumidor deve entender que o banco não será tão solícito em todos os casos. “Os bancos costumam negociar só com aqueles que têm poucas parcelas em atraso”, afirma a  diretora da Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências, Tathiana Cromwell.

Os especialistas indicam que, ao primeiro sinal de descontrole no orçamento, o consumidor já procure a instituição financeira para tentar acordo.