AM pode ampliar os R$ 600 milhões do Orçamento com projetos, diz Braga

Da Redação / portal@d24am.com


Manaus – O Amazonas poderá se beneficiar com um volume ainda maior do que os R$ 600 milhões em emendas do Orçamento da União de 2017 aprovadas para o Estado, por meio de verbas para projetos direcionados aos programas nacionais nas áreas de saúde e infraestrutura. O anúncio foi feito, nessa segunda-feira (26), pelo senador Eduardo Braga (PMDB), relator  geral do Orçamento, em visita a sede da REDE DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO.

“É preciso que o Estado apresente projetos e programas para receber os recursos”, disse, ao apontar o caso do programa para a sífilis, por exemplo, que poderá tender  Manaus e algumas cidades do Amazonas. Braga citou a destinação de R$ 1,3 bilhão para o Programa de Ação Básica de Saúde (PAB), a ser utilizado, por exemplo, pela Prefeitura de Manaus para aumentar o número de Unidades Básicas de Saúde (UBS) na cidade e a abrangência do Programa Saúde na Família e mesmo para o Estado. “Isso pode ser utilizado para “acabar com a pouca vergonha que nós  estamos vendo nos hospitais do Estado de não ter remédios, esparadrapos, atadura”, disse.

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O senador exemplificou o caso do hospital Francisca Mendes, que possui cinco centros cirúrgicos e deveria estar operando crianças com doenças cardíacas, assim como os demais pacientes, mas, atualmente, somente um centro está em funcionamento. “Enquanto isso tem dinheiro para pagar a Maus Caminhos,  a Santo Remédio e todas as empresas e onde estão esses remédios? E o povo sofrendo nas madrugadas”, disse.

Segundo Braga,  situação  semelhante ocorre no Hospital Adriano Jorge, no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto e no Hospital e Pronto-Socorro Dr. Platão Araújo. “Portanto, a saúde pública no Amazonas está com graves problemas de gestão e de desvios claros, não ditos por mim, mas pela Polícia Federal, pela população”.

Com relação à área da saúde no interior, Braga disse que  a situação é ainda mais grave e citou, como exemplo, o hospital do Estado no município mais próximo, Iranduba (a 27 quilômetros a sudoeste de Manaus). “Nada  se faz.  Não vemos o Ministério Público e a Assembleia Legislativa agindo no sentido de combater essa situação. A Assembleia é o órgão competente para fiscalizar o Estado, segundo a Constituição. O próprio Tribunal de Contas do Estado poderia estar atuando e fiscalizando. Dinheiro tem. O dinheiro é mau gasto, nas prioridades erradas, aquilo que é dever de uma boa gestão.

Ainda em relação aos programas nacionais, o senador citou que foram alocados no orçamento R$ 200 milhões para tratar a hanseníase. “Precisamos de penicilina para curar os pacientes e isso não estava acontecendo no Brasil”, disse. O senador afirmou que o Estado do Amazonas precisa apresentar  programas para poder receber recursos para tratar a doença. “Quanto mais cedo for o diagnóstico da hanseníase, ela tem cura, quanto mais tarde ela não tem cura e deixa sequelas”, alertou.

Braga também citou as filas de espera seletiva para cirurgias no País e disse que quando era governador implantou os mutirões, modelo que está sendo adotado no governo federal, com a alocação de R$ 300 milhões para o Ministério da Saúde, a fim de beneficiar quem está há anos na espera por uma cirurgia.

No relatório do Orçamento da União de 2017, Braga acatou as 15 emendas da bancada do Amazonas no Congresso e injetou mais de R$ 170 milhões em 13 delas.