Amazonas entre os que mais recebem bolsa família

Gisele Rodrigues / Redacao@diarioam.com.br
Manaus – O segundo maior valor médio do Bolsa Família do País é pago aos beneficiários do Amazonas. Cada família ganhou do programa, em média, R$ 229,14, conforme o balanço de novembro, fornecido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA), mais de 370 mil famílias têm acesso aos recursos no Estado. Já as famílias do projeto na cidade de Maraã (distante 632 quilômetros de Manaus), no interior do Estado, recebem a quarta maior parcela entre todos os municípios do Brasil – em média, cada cadastrado no programa recebe R$ 369,72.

O recurso repassado varia conforme o número de membros da família, a idade de cada um e a renda declarada no Cadastro Único para programas sociais do governo federal. Na frente do Amazonas no ranking, está o Estado do Acre, com o benefício médio de R$ 263,65.

Ao todo, o MDSA vai repassar R$ 84 milhões aos beneficiários do programa no Amazonas no mês de novembro. O pagamento começou, na última quinta-feira (17), e segue até o próximo dia 30. Os recursos ficam disponíveis para saque durante 90 dias.

O pagamento é feito de forma escalonada. Para saber em que dia sacar o dinheiro, a família deve observar o último dígito do Número de Identificação Social (NIS) impresso no cartão. No primeiro dia, recebem as famílias com NIS de final 1. No segundo dia, os cartões terminados em 2 e, assim, sucessivamente.

De 2013 até maio deste ano, o Ministério Público Federal (MPF), a partir de um cruzamento de dados do governo federal, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da Receita Federal e dos Tribunais de Contas dos Estados e municípios, identificou irregularidades em mais de 19 mil benefícios no Estado.

Irregularidades

Os raios-x do programa feito pelo MPF apontaram que no Amazonas 11.374 empresários, 8.046 servidores públicos, 179 pessoas mortas, 293 doadores de campanha e 282 servidores públicos doadores de campanha foram identificados como suspeitos de receber indevidamente os recursos do programa assistencial. Cerca de R$ 82 milhões foram pagos aos perfis acusados.

Entre as capitais, Manaus foi a que teve o menor índice de perfis suspeitos no País, com 2,31% do total. Os municípios amazonenses de Manaquiri, Barcelos, Presidente Figueiredo e Silves tiveram os maiores percentuais de beneficiários com indicativo de rendas incompatíveis com o perfil de pobreza ou extrema pobreza exigido pelas normas do programa.

Desde julho, quando o governo federal concedeu aumento de 12,5% no valor do benefício médio, os valores máximos mensais para quem pode receber o benefício passaram de R$ 77 para R$ 85 (situação de extrema pobreza) e de R$ 154 para R$ 170 (situação de pobreza). Ao entrarem no programa, as famílias recebem o benefício mensalmente e, como contrapartida, cumprem compromissos nas áreas de saúde e educação.