Amazonense é só confiança às vésperas da Paralimpíada

Por Thiago Fernando / vencer@diarioam.com.br


Manaus – Se nos Jogos Olímpicos o Amazonas não teve representantes no vôlei, a realidade na Paralímpiada é diferente. Na competição que começa no próximo dia 7, no Rio de Janeiro (RJ), a Seleção Brasileira de vôlei sentado contará com a manauara Laiana Batista, 34.

Desde 2015, Laiana faz parte da equipe brasileira na modalidade que conquistou, em março deste ano, o inédito terceiro lugar no Mundial da categoria, disputado na China. Apesar do resultado histórico, a oposta prefere manter a cautela por saber da força das adversárias, principalmente, a China e os Estados Unidos.

“A expectativa é bem positiva, mas é melhor sempre aguardar cada jogo. No momento, não somos favoritas. As grandes favoritas são os Estados Unidos e a China, mas estamos treinando muito para conseguir subir ao pódio. Sabemos que será muito difícil”, disse. “Somos ‘crianças’. Temos apenas 12 anos de bagagem e essa é a segunda participação (em Paralimpíadas). Estamos longe das potências, mas já estivemos bem pior. Estamos derramando muito suor. Nossa equipe está conseguindo bons resultados. Temos tudo para dar certo e todo apoio que precisamos. Acredito muito na nossa equipe”, completou Laiana, que fez em Volta Redonda (RJ) os últimos treinos antes da estreia nos Jogos Paralímpicos.

Apesar de estarem na reta final de preparação, as meninas que representarão o País não deixaram de acompanhar a primeira Olimpíada em solo brasileiro. Para Laiana, a eliminação precoce da Seleção feminina de vôlei serve como alerta para que elas entrem em quadra com a atenção redobrada.

“Acompanhei muito a Olimpíada, principalmente, o vôlei. Entramos no clima para saber o que vamos encontrar. Podemos sim utilizar o que aconteceu com o feminino. Por isso, estamos trabalhando muito, para que quando entrarmos na quadra possamos combater o bom combate”, afirmou, ao exaltar a superação da equipe. “Não tem nada melhor que vestir essa camisa do Brasil com as novas amigas da Seleção. Já superamos muitas coisas. Cada uma aqui tem uma história linda de vida como eu. Isso é extraordinário. Um crescimento profissional e pessoal”, explicou a atleta, que também trabalha como professora de educação física em Manaus.

Essa realidade, porém, irá mudar ano que vem, quando ela passará a jogar no Suzano, clube que fica em São Paulo.

“Ano passado, recebi um convite da equipe de São Paulo. Fechamos um contrato de ciclo olímpico, quatro anos, e ano que vem vou me mudar pra São Paulo para atuar pelo Suzano. Isso pensando nas Paralimpíadas de 2020, em Tóquio”, revelou.