Após quase dois anos, índice de atividade industrial tem alta em agosto, diz CNI

Estadão Conteúdo /Diário do Amazonas


Brasília – Após 21 meses sinalizando quedas, o índice de produção industrial voltou à zona favorável (acima de 50 pontos) em agosto deste ano, informou nesta quinta-feira (22), a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador subiu a 50 8 pontos, o maior resultado desde outubro de 2014, quando também ficou em 50,8 pontos. Em julho deste ano, o desempenho havia ficado em 46,6 pontos.

“O índice ainda não se afastou o suficiente da linha para afirmar que houve um crescimento da produção (a distância para a linha divisória é inferior à margem de erro do indicador, 1,0 ponto), mas interrompe uma sequência de quedas na produção que já durava 21 meses”, notou a entidade.

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) também subiu para 66% no mês passado, contra 65% em julho. Apesar de ser um patamar historicamente baixo, o porcentual é igual ao registrado em agosto de 2015, interrompendo a sequência de quedas na comparação interanual que vinha sendo registrada.

A melhora também é percebida no resultado da UCI efetiva-usual, que passou de 36,5 pontos em julho para 38,3 pontos em agosto. Mesmo assim, o fato de o indicador permanecer abaixo dos 50 pontos mostra que a ociosidade ainda está acima do normal.

A CNI destacou que os estoques seguem no nível planejado pelas empresas pelo nono mês seguido. A situação representa mudança em relação a 2015, quando empresários relatavam estoques acima do desejado como situação recorrente.

Empregos

O índice de evolução do número de empregados, por sua vez, ficou em 46,3 pontos em agosto, ainda na zona desfavorável. Mas a CNI observa que, embora o índice aponte para nova queda do emprego industrial, o ritmo de demissões está desacelerando. Prova disso é que o indicador chegou ao maior patamar desde dezembro de 2014.

Os empresários permanecem otimistas em relação à demanda, às compras de matérias-primas e às exportações. Mas isso ainda não se traduz em perspectivas de contratações. Há expectativa de redução no número de funcionários nos próximos seis meses – o indicador ficou em 47,9 pontos em setembro, contra 47,8 pontos em agosto.