Arthur diz que grupo de professores se articula para boicotar educação municipal

"Sinceramente, eu estou espantado, eu me sinto no dever de proteger os professores que não devem se deixar embair por estas conversas", disse prefeito

Alisson Castro / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O prefeito de Manaus Arthur Neto afirmou que um grupo de professores da rede municipal de ensino está se articulando, através de grupo em redes sociais, para boicotar a educação municipal, como a atuação de alunos na Prova Brasil e o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

De acordo com Arthur, a maioria dos professores não compactua com a postura das conversas apresentadas (Foto: Mário Oliveira/Semcom)

Em coletiva de imprensa, nesta terça, o prefeito apresentou ‘prints’ de conversas de grupo de WhatsApp em que servidores da Secretaria Municipal de Educação (Semed) escrevem sobre manter uma paralisação de rede municipal de ensino até o próximo ano.

“Usar palavras de ordem como conspirar contra o Ideb, boicotar a Prova Brasil, sujar a imagem do prefeito. Sinceramente, eu estou espantado, eu me sinto no dever de proteger os professores que não devem se deixar embair por estas conversas que não são construtivas, e proteger as minhas crianças que só estão evoluindo, só estão crescendo no Ideb desde que nós chegamos à prefeitura de Manaus. Estamos as vésperas da Prova Brasil, greve até 2018 é coisa que não tem nexo com a realidade, nem com a bondade no coração de quem profere palavras assim”, afirmou.

De acordo com Arthur, a maioria dos professores não compactua com a postura das conversas apresentadas.

Gastos do Fundeb

Quanto aos gastos do Fundeb, o prefeito disse que a administração municipal irá pagar a data-base dos professores já no início do próximo ano.

“Eu paguei (a data-base) quatro anos com ganhos reais. Se não fosse paga a data-base, haveria ganho real ainda assim. Mas vamos pagas as duas datas-bases, uma logo no início do ano e outra na data combinada por uma razão simples: nós temos uma organização financeira para isto e as nossas arrecadações reagiram o suficiente para projetar isto. Então, as datas-bases sempre foram respeitadas por nós, enquanto isto não acontece no Estado, não se fala em data-base lá”, afirmou Arthur.