Busca por profissionalismo contrasta com mão política

Thiago Fernando / vencer@diarioam.com.br

Manaus – Após administrações que envolveram políticos ou candidatos a cargos públicos, o São Raimundo tentará, em 2017, resgatar a própria história com planejamento estratégico e profissional. Essa é a promessa do empresário Luiz Américo, anunciado, nesta semana, como diretor executivo do Tufão.

Captar parceiros e recursos para sustentar o time até o final do Estadual é a primeira missão do cartola, que assume o principal cargo do departamento de futebol do São Raimundo. Em gestões anteriores, essa missão ficou nas mãos dos políticos.

Em 2012, quem comandava o clube era Jairo Ribeiro Dias, mais conhecido como Jairo da Vical (PTN), eleito vereador, no mesmo ano, com 5.795 votos, e Josildo de Oliveira Silva, o Josildo dos Rodoviários (PC do B), que ficou como suplente na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), mesmo tendo acumulado 13.972 votos, em 2014. Josildo também é vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus.

No ano passado, Cícero Custódio da Silva, o Sassá da Construção Civil (PT), eleito vereador com 3.528 votos era quem integrava a diretoria do Tufão. Ele também é líder sindicalista. Além dele, outro que teve cargo na diretoria (de marketing) do São Raimundo, foi André Cavalcante (PMN), que concorreu a uma vaga na Câmara Municipal de Manaus, mas não obteve êxito.

Questionado sobre a proximidade do clube com políticos, Américo afirmou que o importante é saber lidar com isso e defender o Alviazul.

“As pessoas que estão fazendo parte desse projeto (atual) foram escolhidas a dedo e já passaram pelo futebol. São executivos e pessoas que não dependem do futebol. Exemplo é o Alberto (ex-meia do time). Temos que conviver com a política. Ela faz parte do nosso dia a dia. Temos que saber como lidar com isso. Estamos vestindo a camisa do São Raimundo e vamos defender essa camisa”, afirmou.

Vereador em Manaus, Sassá da Construção Civil é torcedor declarado do Tufão e acredita que seu posto político ajudará na hora de lutar pelo São Raimundo. “Sempre fui torcedor do clube e o que puder fazer por ele, vou fazer. Cobrarei quem tiver que cobrar. Vou tentar correr atrás de estrutura para o São Raimundo. Os clubes têm uma moral extra quando contam com políticos. O Nacional tem o Omar (Aziz, senador da república e presidente de honra do Naça). Por isso, tem um respaldo. Com certeza, influenciava, conseguia estrutura, por fora, para o time dele”, disse Sassá.