Casos de malária aumentam 15% até outubro em Manaus, diz FVS

Gisele Rodrigues / Diário do Amazonas


Manaus – Os casos de malária aumentaram 15% neste ano, na capital amazonense. Segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), 7.467 casos da doença foram registrados entre janeiro e outubro de 2016, em média, 22 diagnósticos positivos para malária, por dia, na capital.

Em contrapartida o resultado em todo Estado apresentou queda de 44% no número de infectados com a doença. Ao todo nos últimos dez meses, o Amazonas notificou 36.565 casos de malária. Em função do tempo de chuvas, o diretor-presidente da FVS, Bernardino Albuquerque, afirmou que o número de casos deve aumentar.

“Esse mosquito é um mosquito diferente da dengue. O mosquito da dengue, geralmente, pica de dia e à noite passa o ‘bastão’ para o mosquito da malária. Nesse segundo semestre do ano, existe esse aumento da malária em funções das questões climáticas e ambientais. Mas já conseguimos ter um decréscimo de 40% da malária em comparação com o ano passado”, afirmou.

A malária é uma doença infecciosa febril aguda, que segundo o diretor-presidente, é causada por protozoários, transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles.

Entre os sintomas mais comuns estão a febre alta, calafrio, dor de cabeça e no corpo e fraqueza. A doença que tem cura depende de um diagnóstico precoce, para ser tratada adequadamente e diminuir as chances de complicações, segundo informou Albuquerque, Para isso, segundo ele, o diagnóstico deve ser precoce.

“Essa febre é bem característica, geralmente, uma vez por dia e o diagnóstico precoce é extremamente importante. Por meio de um exame laboratorial é possível traçar qual tratamento será realizado, porque aqui, no Estado, temos dois tipos da doença”, afirmou.

A idade, o peso e o tipo do plasmódium causador da malária são as informações básicas necessárias para que o profissional de saúde determine o tratamento, e com o auxílio de um aplicativo criado pala FVS, é possível a partir dos dados do paciente identificar o melhor medicamento e dosagem diária a ser empregada.

Ainda sem vacina, a doença está presente, principalmente, na área rural. “Existem algumas pesquisas, mas nada conclusivo. Infelizmente, acho que vou me aposentar sem que uma vacina seja descoberta”, lamentou Albuquerque.