Chefe do tráfico do Mauazinho é preso com metralhadora e com suspeitos de homicídios

Manaus – O fugitivo da Justiça Melkezedeque Monteiro de Oliveira, o Melk, 30, identificado pela polícia como o chefe do tráfico de drogas no Mauazinho, na zona leste, foi preso na manhã desta terça-feira (12). A prisão ocorreu durante a operação ‘Mauá’, deflagrada pela Polícia Civil, no bairro. Além dele, outras seis pessoas foram presas. De acordo com o delegado da Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (SEAI), Mário Paulo Rodrigues, eles integram uma organização criminosa envolvida em tráfico e homicídios. Com eles, foram apreendidas uma metralhadora, escopetas, pistolas e droga.

O delegado Mário Paulo explicou que a prisão do bando ocorreu após quatro meses de investigações. Segundo ele, Melk, preso no Braga Mendes, na zona norte, era quem estava no controle do tráfico no bairro e recebia as ordens do narcotraficante João Pinto Carioca, o ‘João Branco’, que está preso em presídio federal. O suspeito, conforme a polícia, assumiu o comando junto com a mulher, Lailane de Souza Santos, a ‘Leili’, 29, e Wellington Pinto da Silva, o ‘Testa’.

Na operação também foram presos Madson Luis Ferreira Costa, o ‘Arigó’, e Lucas Alexandre de Souza Mendes, o ‘Cabeça’, 20. A prisão deles ocorreu em cumprimento a mandados autorizados pelo juiz da 4ª Vara Especializada em Crimes de Uso e Tráfico de Entorpecentes (Vecute), João Marcelo Nogueira, solicitados pela Seai. Durante o cumprimentos de cinco mandados de busca e apreensão, foram presos, em flagrante, Francilon Andrade de Souza, 22, e Wilisses da Silva Costa, 28.
De acordo com o capitão da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), Renan Carvalho, foi encontrado no quintal da casa da mãe de Melk, que não teve o nome divulgado, uma metralhadora calibre 9 milímetros, duas escopetas e mais dois quilos de pasta-base de cocaína.

A polícia ainda apreendeu com o grupo R$ 10,5 mil em dinheiro, duas pistolas, sendo uma calibre 380 e outra 9 mm, uma espingarda calibre 12, um revolver calibre 38.

“Esse grupo controlava o tráfico de drogas na área, que é muito bem vigiada por soldados comandados por eles. Eles usavam todo o tipo de gente para controlar quem entrava e quem saia do bairro. Pessoa desconhecidas, davam ordem para seguir e assim monitoravam a entrada de todos e também a da polícia. Praticavam também crimes de homicídios em disputa pelo tráfico”, descreveu o delegado da Seai.