Comércio no Amazonas acumula queda de 12,6% no 1º semestre, aponta IBGE

As vendas do comércio do Amazonas acumulam queda de 12,6% no primeiro semestre deste ano em relação à igual período de 2015, quase o dobro da média nacional de 7%. Em junho, o setor recuou 12,4% na comparação com igual mês do ano anterior, o sexto mês consecutivo de retração, segundo a pesquisa mensal divulgada nesta terça-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“A leitura que se pode fazer dos dados, comparados ao mesmo período de 2015, é que ainda apresentam índices negativos elevados. Quanto ao volume de vendas em junho, o índice sofreu uma considerável redução de três pontos em relação ao mês anterior. O que indica uma certa melhora”, disse o  disseminador de informação do IBGE, Adjalma Nogueira Jaques.

De acordo com o IBGE, com o resultado, o setor no Amazonas manteve a trajetória descendente desde dezembro de 2014 de 5,1%, neste segmento.

O Amazonas está entre os piores resultados negativos das 27 unidades de federação do País em de volume de vendas no primeiro semestre. Outros Estados tiveram um desempenho ruim, no ano, entre eles: o Acre (-10,4%), Pará (-11%), Rondônia (-11,7), Bahia (-13,1%), Sergipe (-14%), Pernambuco (-11,5%). O pior no ano, foi o Amapá que registrou uma queda de 20,9%.

Em junho, a variação acumulada em 12 meses, atingiu uma retração de 10,6%, a maior queda da série histórica iniciada em janeiro de 2000, bem abaixo dos 6,7% da taxa média do País.  A queda nas vendas de junho no Amazonas, de 12,4%, foi mais que o dobro da média nacional, que retraiu 5,3%.  Já a receita nominal também manteve um índice negativo de 2,0%, também abaixo da média nacional que foi de 6,0%. No ano, registrou uma queda de 2,5% e no acumulado dos últimos 12 meses, 1,5%. “A receita nominal também teve uma melhora, de -5,5%, em maio, passou para -2,0%, em junho”, avaliou Adjalma.

Comércio varejista

No comércio varejista ampliado, que inclui a revenda de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, as vendas em junho caíram 12,5%, em relação à igual mês do ano passado. Nos seis meses do ano, a queda nas vendas do varejo ampliado acumula perdas de 13,5%.

Já no comparativo dos últimos 12 meses, registrou uma retração de 14%, segundo o IBGE. A pesquisa também revelou que a receita nominal ampliada não poderia ser diferente e acompanha essa sequência de queda nas vendas no período retraiu 6,6% no ano, e em 12 meses, 7,4%.

Nacional

Na comparação com junho de 2015, a média nacional do volume de vendas do comércio varejista recuou 5,3%, com perfil disseminado de resultados negativos, alcançando todas as atividades pesquisadas.

Os resultados, por ordem de maior contribuição na formação da taxa global, foram os seguintes: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,9%), móveis e eletrodomésticos (-9,7%);combustíveis e lubrificantes (-8,9%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-8,4%). Essas atividades respondem por mais de 80% da taxa global.