Dano elétrico no Amazonas tem 60% de reembolso

Laís Motta /redacao@diarioam.com.br

Manaus – Seis de cada dez pedidos de ressarcimento por danos elétricos foram considerados procedentes, em 2016, pela Amazonas Energia. Os valores pagos ao consumidor do Estado por danos em aparelhos elétricos, como televisões e geladeiras, queimados em picos de energia, resultaram em ressarcimento de R$ 1,8 milhão no ano passado, segundo dados da distribuidora de energia local.

O consumidor que tem seu aparelho elétrico ou eletroeletrônico queimado e acredita que isso ocorreu por oscilação de tensão ou o restabelecimento da energia após uma interrupção pode pedir à distribuidora de energia o conserto do produto. Esse direito é assegurado pela agência reguladora do setor, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A Amazonas Energia recebeu 2,09 mil pedidos de ressarcimento de consumidores, em 2016. Desse total, 1,45 mil foi considerado procedente, o que representa uma média de seis pedidos aceitos a cada dez realizados. Em 2015, foram feitas 1,88 mil solicitações de ressarcimento por danos elétricos. Foram considerados procedentes 1,2 mil.

Crescimento

O valor pago em ressarcimento, pela Amazonas Energia aos consumidores, saiu de R$ 1,04 milhão, em 2015, para R$ 1,8 milhão no ano seguinte, alta de 73,07%.

O cliente deve registrar reclamação por danos elétricos em um dos sete postos de atendimento da Amazonas Energia na capital, agências do interior ou por meio do 0800-701-3001.

O consumidor tem até 90 dias, a contar da data provável da ocorrência da queima do equipamento, para solicitar o ressarcimento à distribuidora, segundo a Aneel. A partir dessa solicitação, a distribuidora tem até dez dias para verificar o equipamento danificado. Essa verificação pode ser realizada na unidade consumidora, em uma oficina autorizada pela distribuidora para onde o consumidor deve levar o equipamento ou, ainda, na própria distribuidora, quando ela mesma retira o equipamento para análise.

Após a verificação, a distribuidora tem até 15 dias corridos para informar ao consumidor o resultado da análise do pedido. Caso o consumidor tenha direito ao ressarcimento, a distribuidora tem até 20 dias para efetuar o pagamento em dinheiro, providenciar o conserto ou substituir o equipamento danificado, informou a agência reguladora. Segundo a Amazonas Energia, o consumidor também pode optar por depósito bancário, cheque nominal ou crédito para abatimento das faturas de energia.