Em 2016, importações no PIM somam US$ 6,25 bilhões e caem quase 30%

 Beatriz Gomes / Redacao@diarioam.com.br

Manaus – As importações do Polo Industrial de Manaus (PIM) somaram US$ 6,25 bilhões em 2016, uma queda de 29,28% em relação a 2015, quando as indústrias do Amazonas compraram US$ 8,83 bilhões em parte e peças para produção. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), as exportações também caíram um quarto, comparado a 2015 e passaram de US$ 772,2 milhões para US$ 575,2 milhões, recuo de 25,5%.

China e Coreia do Sul dominaram as importações para o PIM com 46,86% de participação no total de 2016, os dois países tiveram quedas de 35,41% e 37,55%, respectivamente, quando comparado a 2015. As compras com origem nos Estados Unidos, terceira maior participação (9,76%), tiveram queda de 15,77%, no ano passado. O Vietnã aparece em quarto lugar com uma alta de 4,98%, no mesmo período.

Partes e peças para televisores e telefonia correspondem a 25,26% das compras externas do PIM e apresentaram quedas de 38,5% e 10,37%, respectivamente, em 2016.

Exportação

Já as exportações são destinadas, principalmente, para Argentina (20,95%), Colombia (19,18%) e Venezuela (13,18%). Enquanto as vendas externas para a Argentina e Venezuela recuaram 26,82% e 61,52%, respectivamente, para a Colômbia houve uma alta de 43,61%, em 2016.

As preparações para bebidas, motocicletas de 125 a 250 cilindradas e aparelhos de barbear não elétricos são os produtos fabricados no PIM mais vendidos para outros países, juntos os três têm mais da metade de participação nas exportações, 51,8%. As vendas externas desses itens recuaram 33,29%, 22,97% e 27,38%, respectivamente.

Apesar dos recuos, o déficit da balança comercial do Estado fechou o ano menor que em 2015. Enquanto em 2015, foram US$ 8 bilhões negativos, no ano passado, o saldo entre as exportações e importações chegou a US$ 5,67 bilhões.

Média mensal

A média mensal de importações em 2016 no Polo Industrial de Manaus foi de US$ 520,8 milhões, enquanto a média de 2015 foi de US$ 736,4 milhões.