Em artigo no jornal O Globo, Arthur diz que tem maior possibilidade de enfrentar Lula

No texto intitulado 'Par ou ímpar, não', o prefeito de Manaus responde a quem duvida de sua candidatura

Da Redação

Manaus – Em artigo publicado nesta sexta-feira (20), no jornal O Globo, sob o título ‘Par ou ímpar, não’, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB) responde a “estupefação de setores incrédulos”, reafirma sua candidatura às prévias do PSDB para a escolha de seu candidato à Presidência da República em 2018 e diz ser “um amazonense que acredita encarnar as melhores possibilidades de enfrentar, desmascarar e derrotar o populista Lula (ex-presidente  Luiz Inácio Lula da Silva)”.

No artigo publicado nesta sexta-feira, o prefeito de Manaus diz que quer desmascarar o ex-presidente Lula (Foto: Mario Oliveira/Semcom)

“Disputarei as prévias do PSDB, para escolha do candidato à Presidência. Percebi a estupefação de setores incrédulos. Como se um militante que foi deputado federal e senador por 20 anos, líder e ministro do governo Fernando Henrique, secretário-geral da sigla e líder da oposição ao consulado Lula não tivesse legitimidade para ensaiar o passo ousado”, diz o prefeito no artigo.

Arthur afirma que é ”um amazonense que acredita encarnar as melhores possibilidades de enfrentar, desmascarar e derrotar o populista Lula, condenado pela Justiça Federal de Curitiba” e “alguém que não temeu esse surfista, cujo governo antirreformista e irresponsável foi protegido por um ciclo de bonança econômica internacional. Justo quando Lula era um semideus aos olhos de um povo que iludia perversamente”.

Arthur relembra conquistas

O prefeito lembra que venceu nove das 13 vezes em que disputou o voto popular e dirige Manaus pela terceira vez.  E diz ser “alguém que não aceita um fascista homofóbico sequestrando sentimentos de jovens e reacendendo as piores lembranças de um regime de força que nos oprimiu por duas décadas”, sem citar o nome do deputado federal Jair Bolsonaro.

No artigo, Arthur propõe o “casamento do Brasil com o Brasil, enfrentando as desigualdades regionais, seguro de que São Paulo não precisa prejudicar quem quer que seja para prosperar”. Diz que pretende fazer desse “notável Estado” (São Paulo) um “parceiro e sócio honrado do Norte, Nordeste, Centro-Oeste, desse Rio de Janeiro que precisa se reerguer, tão maior ele é do que a mistura de incompetência com desonestidade”.

O prefeito diz que não aceita que o PSDB fique “preso à armadilha de realizar ou não realizar as prévias ou se debater entre consulta restrita a uma elite especializada em ‘conquistar’ vice-campeonatos… ou consulta ampla, envolvendo todos os militantes e despertando o interesse de uma sociedade fatigada da mesmice e de falsas polarizações”.

Ele diz, também, que promoverá “todas as reformas estruturais, a começar pela da Previdência, que tanto medo causa em políticos que cultuam o voto fácil e esvaziam suas trajetórias”. E que, no plano econômico, é liberal, não teme rótulos e prega a privatização como objetivo estratégico de governo, “com agências reguladoras realmente independentes a fiscalizar novas empresas e novos gestores, protegendo consumidores e o verdadeiro interesse nacional”.

Petrobras será privatizada

Sobre a Petrobras, diz que “o ‘patriotismo’ de corruptos a arruinou, e que a empresa será privatizada, para” virar fonte verdadeira de prosperidade, e não aparelho de demagogos homiziados na capa de um nacionalismo estilo anos 50 do século 20”. Ele afirma que “a luta está proposta, aberta aos debates” e que “o poder das ideias é o instrumento de quem acredita no alvorecer de uma nação capaz de moldar brilhantes caminhos”.

E encerra voltando-se ao PSDB, dizendo que “desta vez não caberá mais um par ou ímpar paulista”,  que “os brasileiros ouçam, falem e decidam” e que não se propõe “a contar convencionais, e sim a participar da mobilização apaixonada de cidadãos e cidadãs que estão com o grito preso na garganta”.