Em Manaus, inadimplência em escolas privadas chega a 30%

Da Redação / Diário do Amazonas


Manaus – A inadimplência nas escolas privadas de Manaus pode chegar em até 30%, segundo o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado do Amazonas (Sinepe/Am). Nesse período de renovação de matrícula, a entidade alerta para que escolas apresentem percentual de reajuste aos pais, pelo menos, 45 dias antes do prazo final para a realização da matrícula.

Por causa da crise econômica, as escolas precisam apostar na criatividade para manter a competitividade no mercado, sem precisar reajustar as mensalidades, afirma a presidente do Sinepe, Elaine Saldanha. “Sabemos de escolas associadas que irão manter as mensalidades de 2016”, disse a presidente.

O sindicato, segundo Saldanha, tem orientado as escolas associadas para que o reajuste seja feito com cautela e avaliando o contexto econômico pelo qual a sociedade está passando. “As escolas precisam manter a sua sobrevivência, mas isso precisa ser feito de maneira muito criteriosa”, destacou.

Os reajustes de mensalidades são definidos por cada escola, conforme a planilha de gastos, segundo a Lei nº 9.870, que regulamenta o reajuste. A legislação determina que o aumento leve em conta a proposta educacional para o ano seguinte, o aumento de salário de professores e pessoal administrativo, investimentos e outras despesas.

De acordo com  o Sinepe, um dos grandes problemas que as instituições de ensino têm enfrentado e que impacta também no reajuste das mensalidades é a inadimplência, que é de 20 a 30%, nas instituições de Educação Básica.

Saldanha afirma que as instituições estão passando por dificuldades, pois prestam serviços durante um semestre ou um ano todo sem receber e não podem tomar medida mais firme quanto aos inadimplentes. “Tornou-se praxe deixar o pagamento das escolas sem a devida prioridade, pois isto não impede que o aluno continue estudando ou que mude de escola, quando os pais consideram conveniente, mesmo sem quitar a dívida. Isso é algo que precisa ser revisto urgentemente, pois as instituições pagam impostos, geram empregos e não têm o direito de exercer a cobrança pelos serviços prestados”, ressalta a dirigente.

As escolas particulares de Manaus  anunciaram os reajustes nas mensalidades de 2017 e as reservas de matrícula a partir de setembro. Com a inflação e os dissídios coletivos os aumentos chegaram até 17% nas instituições da capital amazonense. Atualmente, 70 escolas estão associadas ao sindicato, mas há  pelo menos 200 instituições funcionando em Manaus.