Em Manaus, mototaxistas cobram fiscalização em protesto

Manaus – Mototaxistas ligados à União Estadual dos Mototaxistas cobraram, na manhã de hoje (12), fiscalização da prefeitura, em relação a cerca de 3 mil mototaxistas clandestinos, identificados pela categoria, atuando em diferentes áreas de Manaus. Os profissionais se reuniram na Avenida do Samba, ao lado do Centro de Convenções – Sambódromo, e seguiram para a sede da prefeitura, ambas localizadas na zona oeste da capital. A Secretaria Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) rebateu a cobrança da categoria, informando que mais de 500 mototaxistas clandestinos foram apreendidos desde setembro de 2015.

Segundo Orlando Bindá, 51, que preside a União Estadual dos Mototaxistas, a categoria participou de uma reunião com a prefeitura há três semanas. No encontro, Orlando disse que os mototaxistas receberam a promessa de que a SMTU iria ser a responsável por fazer a fiscalização dos ‘piratas’. No entanto, de acordo com Orlando, os mototaxistas ainda não receberam nenhuma informação concreta sobre o andamento da promessa de fiscalização.

Para a categoria, os mototaxistas clandestinos atuam, principalmente, à noite e são responsáveis por muitos dos assaltos que acontecem em diferentes ruas de bairros da zona leste da cidade. De acordo com Bindá, os ‘piratas’ também se valem da falta de conscientização da população que não buscam identificar se está sendo transportado por um profissional legalizado.

“A pessoa prefere andar na ilegalidade sem perceber que pode estar arriscando a própria vida com ‘piratas’. Temos informações de assaltos que as vítimas nem registram na polícia, mas que são feitos por ‘piratas’”, disse, acrescentando que um mototaxista legalizado utiliza motocicleta verde e laranja, a placa da moto é vermelha e carrega um cartão com identificação e foto do profissional no colete de trabalho.

                                                 Foto: Sandro Pereira

Orlando acrescentou que a categoria acredita haver cerca de três mil mototaxistas clandestinos circulando na cidade.

Outro profissional que participou do protesto foi Abraão Ramos, 41, que disse trabalhar há oito anos como mototaxista. Ele afirmou que tira o sustento da família do trabalho e viu o número de corridas dele diminuir, devido à ação dos ‘piratas’. “Muita gente diz que não pega mototáxi, porque tem medo de ser assaltado. É uma revolta muito grande, um pai de família ser confundido com um assaltante”, afirmou Abraão.

Sobre a fiscalização, a assessoria de imprensa da SMTU informou faz fiscalizações, diariamente, com blitzes, nas principais vias e bairros da cidade. As ações, conforme a secretaria, é voltada para todas as modalidades de veículos que incluem os mototaxistas clandestinos. Conforme levantamento da SMTU, foram 636 mototáxis clandestinos apreendidos, pelas blitzes, de setembro do ano passado até a data de ontem. Ainda segundo a SMTU, as denúncias são feitas pelos próprios mototaxistas.