Estabilidade do PIM deve atrair capital

Beatriz Gomes /Diário do Amazonas


Manaus – Após três meses de saldo positivo nas contratações em relação às demissões e pequeno aumento na produção, a indústria entra em um período de estabilização. O resultado é animador, embora distante dos níveis de 2014, quando a mão de obra no Polo Industrial de Manaus (PIM) alcançou média mensal de 113,9 mil trabalhadores efetivos. Entidades dizem que o período de estabilidade é o momento para o resgate da confiança do consumidor e do investidor.

“O resultado é uma sinalização que deixa o empresariado otimista,  mas longe de achar que resolvemos todos os problemas e vamos voltar a crescer”, destaca o presidente do Centro da Indústria do Amazonas (Cieam), Wilson Périco. “Os números do Polo Industrial de Manaus (PIM) chegaram a níveis de sete a oito anos atrás, então, temos que ter consciência de que o caminho futuro não é simples e depende do resgate da confiança do consumidor que passa pela questão dos empregos já que quem consome é quem tem renda e quem está empregado não só em Manaus, mas no País, pois vendemos aqui dentro, e da confiança do investidor”, afirma Périco.

A melhora no cenário ainda é tímida, avalia o vice-presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo. “Estamos tentando retomar o que perdemos que é a confiança e credibilidade e, embora pareça que está melhorando, ainda é de uma forma muito lenta e tímida. As empresas reduziram seus estoques que estavam altos e investimentos estão ocorrendo mas o que tinha que ser feito pelas empresas para atender os pedidos de fim de ano será observado em outubro e  novembro porque depois a grande maioria entra em período de férias coletivas”, ressalta. “A casa está começando a arrumar mas ainda não podemos falar em crescimento. Vamos esperar o resultado do mês de outubro para ver se temos uma constância”, disse Azevedo.

Resultados positivos

Entre os subsetores do PIM com melhores saldos em setembro estão a indústria mecânica com 521 vagas criadas e a do material elétrico e de comunicações, com 290. Por outro lado, puxam para baixo a indústria têxtil que encerrou 105 no nono mês do ano, e a de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico, com 42 postos a menos.

No ano, a indústria acumula o fechamento de 3,9 mil vagas, sendo  a indústria do material de transporte responsável pelo maior número de postos fechados, 1,6 mil vagas a menos, e a indústria química farmacêutica com 935 postos encerrados.

Os únicos subsetores com saldo positivos no acumulado de janeiro a setembro são a indústria mecânica, com 342 vagas e a indústria de material elétrico e de comunicações, com 263. No período de 12 meses a perda de vagas na indústria chega a 15,3 mil postos encerrados.