Falta de planejamento marca o início do Amazonense

Manaus – Clubes favoritos à taça de campeão, azarões e candidatos ao descenso.  O Campeonato Amazonense de 2016 começou, na última sexta-feira (19) à noite, com a partida isolada entre Fast Clube e Manaus FC, no Estádio da Colina. E apesar do adiamento para o segundo semestre do início do Estadual, o planejamento para a temporada da maioria dos sete times participantes – Nacional, São Raimundo, Rio Negro, Fast Clube, Manaus FC, Princesa do Solimões e Nacional Borbense – não melhorou como esperado.

A própria redução do Amazonense deste ano, com somente sete clubes inscritos ao contrário dos dez habituais, comprova o baixo poder aquisitivo dos times locais. O plano da Associação dos Clubes Profissionais do Amazonas (Acpea) era uma competição com 15 times, mas quando a Federação Amazonense de Futebol (FAF) cobrou a taxa de inscrição no valor de R$ 7 mil para disputar o Estadual, menos da metade da quantidade de clubes aptos teve condições de pagar no prazo.

Depois de um primeiro semestre de desperdícios ao ser eliminado precocemente na Copa Verde, Copa do Brasil e Série D do Brasileiro, o Nacional tenta compensar o alto investimento para o ano de 2016. A busca pelo tricampeonato no Amazonense foi o único título que sobrou para o Leão da Vila disputar e garantir novamente a participação nas três competições nacionais, em 2017.

Com 29 jogadores no elenco, o Naça manteve 80% da base do grupo que iniciou os trabalhos ainda em dezembro do ano passado. Especificamente, são 24 jogadores profissionais e mais cinco atletas que vieram das categorias de base (Sub-20).

“É bem melhor (manter a base), porque já conheço, praticamente, todos os jogadores e características deles. O único reforço que tivemos para o Estadual foi do Jackie Chan (atacante vindo do Fast), ele vai crescer com esse grupo. O esquema tático será montado pelo estudo sobre o adversário, estamos com três formações táticas diferentes”, disse o novo técnico do Nacional, Alan George.

Vice-campeão estadual novamente, no ano passado, o Princesa do Solimões, de Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus), é outro favorito ao título. Nas três últimas decisões do Estadual, Tubarão e Nacional se confrontaram pela taça, com o Leão da Vila conquistando, em 2014 e 2015. Atualmente nas oitavas de final da Série D, o time do Alto Solimões vem num ritmo de jogo maior que o Naça e todos os adversários do Amazonense. Mas para o Estadual, o grupo do Princesa jogará com uma equipe ‘B’, que terá os reforços do goleiro Labilá, o volante Thompson e os atacantes Tety e Júnior Lacraia.

Pela terceira vez no comando do Fast Clube, o experiente técnico João Carlos Cavalo quer evitar a frustração da última edição do Amazonense, quando o Rolo Compressor acabou eliminado nas semifinais. “Em 2015, assumi o Fast no returno do Estadual. Mas esse ano, eu tive a oportunidade de começar o trabalho desde o início, planejando e participando das contratações”, declarou o treinador.

Com apenas 21 dias de pré-temporada e limitações financeiras para um elenco de 25 jogadores, o Tricolor mesclou sete jogadores do grupo Sub-20 (Juniores) com os veteranos, com o volante Roberto Dinamite e o atacante Felipe. Reforços ‘conhecidos’ vindos do Baré (RR) foram reintegrados, entre os quais o zagueiro Thiago Brandão, o volante Delciney e o atacante Charles Chenko.

Clube ‘caçula’ do futebol amazonense, o Manaus FC foi fundado há três anos e nas duas últimas edições da Série A do Estadual terminou na sexta colocação. Técnico da base, Igor Cearense foi promovido para comandar a equipe profissional e resolveu dar chance aos jogadores da equipe Sub-20 do Gavião do Norte. Apesar do valor dado às categorias de baixo, o time principal do Manaus FC tem jogadores experientes e de referência. Dentre as apostas, o zagueiro Derlan, o volante Baé e os atacantes Clailson e Wesley Napão.