Gerente do Rio Negro diz que Dodô mentiu sobre falta de estrutura do clube

Manaus – Após Dodô revelar que os motivos do delisgamento do cargo de técnico Rio Negro envolviam falta de bolas para treinar e até água para os atletas, o gerente de futebol do clube, Jofre Santos, disse que o ex-jogador mentiu ao falar da falta de estrutura. O gerente ainda disse que antes do ex-jogador assinar o contrato para ser técnico, a diretoria mostrou as condições de trabalho a Dodô, que aceitou o desafio.

“Você já viu um time treinar, em Manaus, com 30 pessoas e não ter água? Como um time de futebol vai treinar sem bola? Não existe isso. Falo sempre, o Dodô tem que ser mais humilde. Ele tem que cortar o cordão umbilical de jogador para treinador. Como jogador, ele foi um bom jogador, médio. Como treinador, ele não ganhou nada. Não fez um jogo, não dirigiu uma equipe. Ficamos surpresos com o que ele falou. Falta água, bola, ônibus com ar-condicionado… Isso é mentira. Quando ele foi contratado, ninguém mentiu para ele”, afirmou.

Em entrevista, na quarta-feira (17), Dodô disse que a decisão de sair do cargo de técnico do Rio Negro foi tomada devido falta de estrutura e profissionalismo do clube amazonense. Para ele, o clube não tem condições de participar de competições profissionais.

“A gente já vinha suportando situações de falta de estrutura e profissionalismo em geral muito grande. Não decidi de uma hora para outra. Tentamos argumentar situações que poderiam ser feitas para melhorar o desempenho do time, mas não deu certo. Não podemos comparar o futebol amazonense com os lugares que eu joguei, como São Paulo e Rio de Janeiro. Posso dizer que não tínhamos nem o básico para se fazer futebol. Isso que me decepcionou, porque as pessoas não estão preparadas”, disse o ex-jogador, que completou revelando que chegou a comandar treinamentos sem a presença de uma equipe médica.

“É um clube centenário, mas hoje em dia não tem condições de fazer um campeonato profissional. A gente sofreu muito desde quando eu cheguei aqui. No começo tínhamos apenas seis bolas para treinar. Além de realizarmos os treinamentos em rodovias distantes da cidade, que íamos em um ônibus sem ar-condicionado, também não tínhamos água para tomar. Estávamos sem suplemento para os nossos atletas, que são de alto rendimento. Fico até constrangido em falar, mas também faltava atendimento médico”, ressaltou.