Malária tem redução de 35% no Amazonas

Gisele Rodrigues e Girlene Nascimento /redacao@diarioam.com.br


Manaus – Casos de malária tiveram redução de 35%, de janeiro a novembro deste ano, no Amazonas, em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), neste ano, 44.979 casos da doença foram registrados até novembro, em média, 134 diagnósticos positivos para malária, por dia, no Estado. Há seis anos, tinham sido registrados, no mesmo período, mais de 70 mil casos.

Com um hábito diferente do mosquito da dengue, que geralmente ferroa no período do dia, o mosquito da malária costuma picar no período noturno. O hábito da utilização de mosqueteiros e o uso de borrifadores nas casas, na avaliação do diretor-presidente da FVS, Bernardino Albuquerque, ajudou para que, ao longo dos últimos seis anos, os casos da doença fossem reduzidos.

Embora o número alcance uma média, de cinco casos, a cada hora, conforme Bernardino, cerca de quatro óbitos foram registrados em todo o ano de 2016. “Mesmo com essa diminuição que o Amazonas obteve, em 2016, não podemos relaxar, temos que continuar intensificando o controle da doença”, disse.

A malária é uma doença infecciosa febril aguda, que segundo o diretor-presidente, é causada por protozoários, transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles.

Entre os sintomas mais comuns, estão a febre alta, calafrio, dor de cabeça e no corpo e fraqueza. A doença que tem cura depende de um diagnóstico precoce, para ser tratada adequadamente e diminuir as chances de complicações, segundo informou Albuquerque. Para isso, é necessário o diagnóstico precoce.

Atualmente, o Estado dispõe de 1.200 laboratórios para identificação da malária. “Essa redução ocorreu porque fomos implementando equipamentos que nos auxiliaram, principalmente direcionado aos controles vetorial, com as bombas de borrifação e os mosquiteiros impregnados. Melhoramos também a logística nos municípios com a doação de barcos e carros. Fora o diagnóstico e tratamento precoce”, disse.

A doença, que segundo o diretor, está presente há mais de um século no Amazonas, também não resiste às mudanças no ambiente. “O meio ambiente se modifica e a malária desaparece, porque é uma doença rural. Já tivemos a malária no bairro do Alvorada, no Coroado, no Aleixo e à medida que foram se tornando mais urbanos, foi acabando as condições de procriação”, disse.