Medos e desafios no futebol do AM

Thiago Fernando /vencer@diarioam.com.br


Manaus – Corriqueiras na vida dos jogadores de futebol, as viagens, principalmente de avião, sempre são encaradas de maneira preocupantes pelos profissionais da bola. No Amazonas, há particularidades, principalmente em razão da extensão territorial do Estado e das dificuldades de locomoção. Em alguns municípios, não há aeroporto e só é possível chegar de ônibus ou embarcação. Mesmo nas cidades com capacidade de receber aviões, raramente há voos comerciais e devido ao pequeno porte dos terminais aeroviários, recebem apenas aeronaves de pequeno porte.

Em muitas situações, os jogadores ficam longe dos familiares e cidade de origem, por isso, os meios de transporte ganham um simbolismo especial entre os atletas. Por isso, o O trágico acidente da última terça-feira, envolvendo a delegação da Chapecoense e 21 profissionais da imprensa, reacendeu a preocupação dos jogadores sobre as condições de viagens.

Lateral-esquerdo do Nacional nesta temporada, Radar experimentou as peculiaridades do deslocamento no Amazonas, onde os rios são como estradas. Antes, porém, em 2013, ele defendeu a Chapecoense. Pelo clube catarinense, disputou nove jogos. Questionado sobre a fatalidade da última segunda-feira, na Colômbia, o atleta afirmou que ainda não acredita no ocorrido, pois tinha amigos no avião, como o atacante Bruno Rangel.

“Tive o prazer de jogar com ótimas pessoas, como o maior artilheiro da história do clube, o Bruno Rangel. Quem conviveu com ele sabe do ‘parceiro’ que era. Ele era um paizão. Também convivi com o Anderson Paixão, que era um excelente preparador físico. Gostava muito da instituição Chapecoense. Só tenho, sempre, que agradecer e deixo as minhas orações por todos os envolvidos no acidente”, disse Radar, que revelou ‘um sufoco’ em uma viagem que fez para jogar a Série C do Brasileiro.

“Foi quando estava indo jogar contra o Brasil de Pelotas (RS), em 2008. Defendia o Ituiutaba (MG) (atual Boa Esporte). Chegando a Porto Alegre (RS), a turbulência começou a aumentar. O capitão do nosso time, André, desmaiou. Teve uns minutos de pânico, mas, graças a Deus, não aconteceu nada. Uma das aeromoças pediu para todos sentarem e se acalmarem. Ainda bem que não aconteceu nada grave”, lembrou o jogador.