Naça, Tufão e Tubarão têm novos presidentes para 2017

Diogo Rocha /vencer@diarioam.com.br

Manaus – Em 2017, três novos presidentes estarão à frente de Nacional e  São Raimundo, de Manaus) e Princesa do Solimões, de Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus). Com exceção do dirigente do Naça, nenhum dos cartolas tem estratégia prévia ou uma noção exata das mudanças que os torcedores podem esperar da gestão deles.

Eleito para o biênio 2017/2018 no Leão da Vila Municipal, o publicitário Roberto Peggy, que trabalhou como diretor de marketing do clube, substituirá o empresário Mário Cortez. “O Nacional terá áreas que não eram desenvolvidas. Serão quatro diretorias principais, com executivos à frente delas. A primeira será a diretoria de esportes, a segunda será a social, a terceira a patrimonial e a quarta a diretoria de mercado”, prometeu Peggy.

O 2016 fracassado do Leão da Vila no futebol, quando acabou eliminado precocemente de todas as competições nacionais que disputou – Copa Verde, Copa do Brasil e Série D do Brasileiro – e nem sequer chegou à final do Estadual não devem refletir em 2017. Para Peggy, o erro foi falta de ‘continuidade’ dos projetos do clube, há dois anos.

“No próximo ano, só não teremos calendário (o Naça jogará a Copa Verde e Amazonense). Montaremos uma nova estrutura, com executivos com experiência na gestão do futebol. Então, os resultados (em 2017) serão diferentes”, afirmou o publicitário.

O novo presidente do Nacional promete reformular projetos iniciados por ele mesmo, quando esteve no departamento de marketing do clube e que não tiveram continuidade porque ele deixou o cargo. O projeto da ‘Série A 2024’, lançado em setembro de 2014 e que previa a ascensão do Leão à divisão de elite do Brasileiro, na época, em no máximo uma década, ainda está em vigor, afirmou Peggy.

Tufão e Tubarão

No primeiro mandato à frente do São Raimundo, o funcionário público Orismar Pires, 62, que administrará o clube até 2020, não tem planos traçados. A diretoria se reunirá, em janeiro, para elaborar os trabalhos que podem ser realizados. Pela falta de dinheiro, o próximo ano não será favorável ao futebol do São Raimundo, conforme Pires. “Nem sei o que te dizer, porque nada está definido. Nossa parte financeira está caótica, será um Estadual de 2017 muito difícil para todos os clubes”, afirmou o cartola.

Em 2017, o Princesa do Solimões, atual vice-campeão amazonense, terá a Copa do Brasil, Estadual e a Série D do Brasileiro para disputar. Para o novo presidente do Tubarão, Modesto Alexandre, sem dinheiro público, o time não terá um elenco grande. O técnico Zé Marco, que liderou a equipe por dois anos, não ficará no Princesa e a preferência tem sido por Aderbal Lana, que segue no Rio Negro. Outra possibilidade é a volta de Marquinhos Pitter, técnico responsável pelo primeiro título do clube no Estadual, em 2013. Caso Lana aceite a proposta, Pitter seria, no mínimo, auxiliar técnico. “Não vamos montar time para não pagar salários. Temos que manter os pés no chão”, afirmou Modesto.