No AM, mulheres vivem em média 6,8 anos a mais que os homens, aponta IBGE

Gisele Rodrigues / portal@d24am.com


Manaus – As mulheres no Amazonas vivem, em média, 6,8 anos a mais que os homens. A afirmação é resultado da pesquisa das Tábuas Completas de Mortalidade do Brasil de 2015, divulgada, nesta quinta-feira (01), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a esperança de vida média ao nascer do amazonense aumentou três meses, em 2015, conforme o levantamento, o amazonense, ao nascer, tem expectativa de viver até os 71,7, três meses mais do que, em 2014.

As mulheres continuam vivendo mais do que os homens e, conforme a pesquisa, ambos os sexos tiveram um aumento de dois meses na esperança de vida ao nascer. No ano passado, a população do sexo masculino tinha a expectativa de viver 6,8 anos a menos que a população feminina, no Amazonas. No Brasil, o índice alcançou 7,2 anos. O Estado que apresentou a maior diferença foi Alagoas (9,5).

Mas a expectativa de vida da mulher amazonense, de 75,2 anos, está entre as cinco piores do País. A do homem, de 68,4 anos, entre as sete. A variação de 2014 para 2015 se manteve, praticamente, estagnada, no ano anterior à pesquisa o Amazonas ocupou as mesmas posições no ranking nacional.

De acordo com o disseminador de informação do IBGE no Amazonas, Adjalma Nogueira, a taxa de violência é muito alta no Estado, o que, segundo ele, também impacta na expectativa de vida ao nascer do amazonense.

Idosos

No recorte da pesquisa que relaciona a esperança de vida a partir dos 65 anos e o tempo de vida em 2015, no Amazonas a mulher idosa também vive mais que os homens. No ano passado, a mulher que completasse 65 anos tinha uma expectativa de viver até os 83 anos e um mês, enquanto que o homem 80 anos e quatro meses.

Isso ocorre, segundo Nogueira, porque as mulheres são mais preocupadas com a saúde do que os homens.

No País, em 2015, a esperança de vida ao nascer era de 75,5 anos (75 anos, 5 meses e 26 dias), um aumento de três meses e 14 dias em relação a 2014 (75,2 anos). Para a população masculina, o aumento foi de três meses e 22 dias, passando de 71,6 anos para 71,9 anos. Já para as mulheres, o ganho foi um pouco menor (3 meses e 4 dias), passando de 78,8 anos para 79,1 anos.