No Amazonas, a maioria dos trabalhadores atua no mercado informal, aponta IBGE

Laís Motta / portal@d24am.com


Manaus –A maioria dos trabalhadores no Amazonas atua no mercado informal, segundo a  Síntese de Indicadores Sociais (SIS): uma análise das condições de vida da população brasileira 2016, divulgada nesta sexta-feira (2), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse percentual também vem crescendo nos últimos três anos. Em 2013, do total de pessoas com mais de 16 anos que trabalhavam no Estado, 55,1% atuavam no mercado de trabalho informal. Esse número aumentou para 57,5%, no ano seguinte. Em 2015, chegou a 58,6% o número de trabalhadores que atuavam no mercado informal no Estado.

Do grupo que atuava no mercado informal, em 2015, 61% são pessoas de cor preta e parda. Já no grupo do trabalho formal, 54,2% são brancos.

O trabalhador do mercado informal ganhava 80,9% a menos que aqueles que trabalhavam com carteira assinada, no Amazonas, em 2015, uma diferença de R$ 839, quase um salário mínimo. É o que revela a Síntese de Indicadores Sociais (SIS): uma análise das condições de vida da população brasileira 2016, divulgada nesta sexta-feira (2), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Enquanto o empregado do mercado formal, aquele com carteira assinada ou era funcionário público estatutário, recebia R$ 1.876 em 2015, o trabalhador informal recebia R$ 1.037. Diferença, no bolso do trabalhador, chega a R$ 839. Em termos percentuais, a variação dos salários é de 80,9%.

Brasil

Trabalhadores formais recebem, em média, o dobro do rendimento dos informais

O rendimento médio real (corrigido pela inflação) da população ocupada em trabalhos formais e informais seguiu uma trajetória ascendente entre 2005 e 2014. No entanto, em 2015, houve uma queda de 4,6% em relação ao ano anterior. O rendimento médio em trabalhos formais (R$ 2.195) foi quase o dobro dos informais (R$ 1.174).

Em 2015, o rendimento-hora das pessoas com 12 anos ou mais de estudo era 4,3 vezes o rendimento-hora da população com até quatro anos de estudo (R$ 35,11 e R$ 8,20, respectivamente). Contudo, em 2005, essa relação era ainda mais elevada, 5,3 vezes.