No Amazonas, setor de serviços tem queda de 15,3%, diz IBGE

Manaus – O volume do setor de serviços no Amazonas registrou no mês de abril a maior queda do País com – 15,3%, na comparação com igual mês do ano anterior. Foi o que revelou a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada nesta quarta-feira (15), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O indicador de abril demonstra que está se agravando o desempenho de serviços no Amazonas. A ponto de apresentar o pior quadro a nível nacional. Isso é reflexo da fraca atividade na aquisição de serviços, tanto pelo consumidor quanto pelas empresas”, disse o disseminador de informação do IBGE/AM, Adjalma Nogueira Jaques.

O desaquecimento da economia local impacta diretamente no faturamento de quem presta serviços, segundo ressaltou Adjalma. “Cabeleireiros, manicures, limpezas de ar condicionado, manutenção industrial vem sofrendo baixa procura no momento atual”, disse.

Segundo a pesquisa, essa foi a quarta pior queda do indicador iniciado em janeiro de 2012 pelo instituto. A maior foi registrada em fevereiro deste ano, com – 18,3%. O segundo pior foi em março deste ano, que teve um índice de -16,3%. E em abril, com -15,3%. “Só no primeiro quadrimestre deste ano, o recorde negativo foi atingido duas vezes”, ressaltou Jaques.

No acumulado do ano, o índice continua em queda com -16%, também pior que a média nacional, que foi -4,9% e em 12 meses, o cenário também se repetiu com -13,2% e no Brasil, -4,6%.

A receita nominal de serviços também recuou, em abril, em -13,1%, comparado ao igual mês do ano passado. No acumulado do ano, permanece o resultado negativo de -16% e em 12 meses, também, com -13,2%.

Nacional

Em abril, o volume do setor de serviços do País recuou (-4,5%) em relação a abril de 2015. Em março (-5,9%) e em fevereiro (-3,9%) também houve quedas, nessa comparação.

Houve variações negativas em todos os segmentos do setor: Serviços prestados às famílias (-3,0%); Serviços de informação e comunicação (-3,0%); Serviços profissionais, administrativos e complementares (-5,4%); Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (-6,5%) e Outros serviços (-3,3%). A taxa acumulada no ano ficou em -4,9% e em 12 meses, -4,6%. O agregado especial das Atividades turísticas registrou retração (-3,6%), com retração também (-2,3%) em março e crescimento de 1,3% em fevereiro. Em abril, na comparação com igual mês do ano anterior, as maiores variações foram: Rondônia (7,2%), Tocantins e Roraima, ambas com 6,5%. As variações mais negativas de volume foram: Amazonas (-15,3%), Amapá (-12,3%) e Paraíba (-11,2%).