Pela 7ª vez, cai o custo da construção no AM

Laís Motta / Diário do Amazonas

Manaus – O gasto com a construção civil voltou a cair em outubro, no Amazonas, registrando a sétima redução de preço em dez meses, de acordo com pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ontem. O custo do metro quadrado ficou em R$ 988,48.

A cada metro quadrado construído, o consumidor arca com R$ 560,14 com os custos com material de construção. Em outubro de 2015, esse gasto era de R$ 562,12.

Já com a mão de obra para a construção, o gasto do morador do Amazonas é de R$ 428,34. Comparado a outubro de 2015, quando esse custo era de R$ 427, há uma pequena elevação. O aumento nesse custo ocorre quando há o dissídio dos trabalhadores da construção civil.

Os dados do IBGE mostram que o custo da construção está caindo no Amazonas, diferente do que ocorre em nível nacional. Na passagem de setembro para outubro, o metro quadrado caiu R$ 0,16, no Estado. Na comparação com outubro de 2015, o gasto com cada metro quadrado construído reduziu em R$ 0,64.

O resultado do acumulado de dez meses também mostra uma redução.  Em dez meses, o custo da construção civil reduziu em sete oportunidades, no Estado. Pequenas altas foram registradas apenas na passagem de janeiro para fevereiro e agosto para setembro, sendo o último aumento de apenas R$ 0,39.

Nacional

O custo nacional da construção, por metro quadrado, passou de R$ 1.014,80, em setembro, para R$ 1.021,25, em outubro. No acumulado do ano, houve aumento em todos os meses, cenário diferente do Amazonas.

Dos R$ 1.021,25 gastos com a construção, R$ 531,49 são relativos aos materiais e R$ 489,76 à mão de obra, segundo o IBGE.

A Região Norte ficou com a maior variação regional em outubro (1,63%), seguida pelo Sul (0,84%), Sudeste (0,81%), Nordeste (0,16%) e Centro-Oeste (0,16%). Os custos regionais, por metro quadrado, foram de R$ 1.038,04 (Norte); R$ 940,73 (Nordeste); R$ 1.073,36 (Sudeste); R$ 1.045,37 (Sul) e R$ 1.031,78 (Centro-Oeste).

Decorrente de pressão exercida pelo reajuste salarial do acordo coletivo, o Pará foi o Estado que apresentou a maior variação mensal (3,64%), seguido pelo Rio Grande do Sul (2,25%) e por São Paulo (1,55%).