Permanência de Ricardo Gomes está atrelada a vitória contra o Fluminense

Estadão Conteúdo /Diário do Amazonas


São Paulo – Ricardo Gomes não está seguro no São Paulo. O presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, sofre pressão dos cardeais do Morumbi para demiti-lo caso o time perca, nesta segunda-feira (16), para o Fluminense, no complemento da 31ª rodada do Brasileiro. A decisão está tomada. O dirigente não encontra mais argumentos para defender a permanência do treinador dada a proximidade do Tricolor da zona de rebaixamento. Sua permanência está atrelada ao resultado do jogo, e será assim até a equipe se salvar na temporada.

A diretoria não quer deixar o time se afundar para mudar, tampouco correr riscos nas últimas rodadas do campeonato. Apesar de a escolha do técnico ter sido decisão do próprio Leco e seus pares, a sequência de resultados ruins depõe contra ele. Mais que isso, o que assusta os cardeais do clube é a possibilidade real de cair para a Série B.

Na 18ª posição, com 36 pontos, o São Paulo é o primeiro time fora da Z-4. Sua campanha nesse momento é melhor apenas do que a dos quatro rivais que estão no grupo da degola: América-MG, Santa Cruz, Figueirense e Vitória. Dos ameaçados de rebaixamento, dois deles parecem condenados, América e Santa Cruz. Figueirense e Vitória ainda lutam para dar lugar a outro. No fim de semana, o Inter superou o Flamengo em casa e deixou a zona de descenso. Está na frente do São Paulo.

Mesmo se perder para o Fluminense, o São Paulo não entra no Z-4 nesta jornada, mas fica na boca do desespero para a rodada 32, no fim de semana, quando enfrenta a Ponte Preta no Morumbi, sábado, às 17h. O Vitória, 17º colocado, recebe o Cruzeiro e, em caso de resultado positivo, aliado à derrapada do tricolor, dará seu lugar ao time do Morumbi.

Leco sempre defendeu a permanência de Ricardo Gomes. Sabe que mudanças em meio a torneios têm seu preço. Mas ele se vê acuado com a série de resultados ruins da equipe. Com nova derrota e demissão de Ricardo Gomes, quem assume é o interino André Jardine. A diretoria não pretende contratar outro técnico para o Brasileirão. Tentará se salvar, mexer com o brio dos jogadores, para depois pensar na temporada 2017. Sua prioridade é não ser rebaixado.