Porteiros têm mais vagas de empregos

Beatriz Gomes /redacao@diarioam.com.br

Manaus – A atividade de porteiro de edifícios foi a que obteve melhor saldo de empregos no Amazonas, em 2016. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a ocupação teve  3.288 trabalhadores admitidos e 2.154 demitidos, o que corresponde à abertura de 1.134 vagas no ano. Em sentido contrário, comerciário foi a atividade com mais vagas encerradas, 1.349.

Entre as cinco atividades com melhores saldos também aparecem a de auxiliar geral de conservação de vias, com 815 postos de trabalho gerados no ano, montador de equipamentos eletrônicos, com 653 vagas, alimentador de linha de produção com 618 e embalador à mão, com 476 postos de trabalho criados.

As ocupações de porteiro e auxiliar de limpeza pagam, respectivamente, R$ 934,75 e R$ 947,65, em média, como salário inicial. Enquanto as outras três atividades pagam R$ 1.171,31, R$ 1.059,50 e R$ 1.037,61, respectivamente, na admissão.

Na outra ponta, entre as atividades com os piores saldos de emprego estão de vendedor de comércio varejista, que teve 1.349 vagas encerradas no ano passado, vigilante com 1.252 postos a menos, servente de obras, com 1.222, auxiliar de escritório, com 1.211, e almoxarife, que encerrou 956 vagas.

Essas atividades pagaram, em média, entre R$ 863,60 e R$ 1.137,22, segundo o Ministério do Trabalho.

Em 2015, a função de técnico de enfermagem foi a que abriu mais vagas, 1.495, seguido de faxineiro e de porteiro de edifícios, com saldos positivos de 1.190 e 379, respectivamente.

Já montador de equipamentos eletrônicos, que está entre as três atividades com melhores saldos em 2016, foi a que mais encerrou postos de trabalho em 2015, com 4.935 vagas a menos, seguido por operador de linha de montagem e alimentador de linha de produção.

Mercado de trabalho

O Amazonas perdeu 18 mil postos de emprego com carteira assinada, no ano passado, dos quais 6,2 mil só na indústria de transformação. Foi o segundo pior resultado desde 2003, atrás apenas de 2015, quando foram perdidos 37 mil postos. No País, foram encerradas 1,3 milhão de vagas.

O saldo de 18 mil empregos é o resultado da contratação de 136,4 mil trabalhadores contra a demissão de 154,4 mil, no ano passado, uma retração de 4,17% do estoque do emprego.