Produção industrial cresce pelo quinto mês, mas perde para 2015

Agência Brasil /Diário do Amazonas


Rio de Janeiro – Mesmo ficando praticamente estável em relação a junho, a indústria fechou julho com expansão de 0,1%, o quinto resultado positivo consecutivo neste tipo de comparação. Em relação a julho do ano passado, o resultado da indústria indica retração de 6,6%, neste caso, a 29ª taxa negativa consecutiva. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Brasil, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar dos indícios de reversão de tendência no comportamento do setor, com resultado de julho, a indústria brasileira ainda apresenta um quadro predominantemente negativo, fechando os primeiros sete meses do ano ainda com resultado negativo de menos 8,7%.

No acumulado dos últimos 12 meses, o quadro se repete: queda de 9,6%, comparativamente aos 12 meses imediatamente anteriores – a maior queda desde os 10,3% de outubro de 2009.

Nesses confrontos, segundo o IBGE, houve predomínio de taxas negativas entre as grandes categorias econômicas e as atividades pesquisadas, com destaque para as perdas mais acentuadas vindas dos setores associados à produção de bens de consumo duráveis e de bens de capital.

Categorias

A ligeira expansão de 0,1% na produção industrial brasileira, de junho para julho, reflete o avanço em duas das quatro grandes categorias e em 11 dos 24 ramos de atividades analisados pelo IBGE.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, o item bens de consumo duráveis, ao avançar 3,3%, mostrou a expansão mais acentuada em julho de 2016 e marcou a terceira taxa positiva consecutiva, acumulando ganho de 11,7% nesse período, avalia o IBGE.
Em contrapartida, os setores que produzem bens de capital e bens de consumo duráveis registraram resultados negativos, impedindo uma expansão maior da indústria.