Projeto Manta-Manaus é tema de debate no Parlamento Amazônico

Por Asafe Augusto / Diário do Amazonas


Manaus – O projeto multimodal Manta-Manaus, que pretende ligar o Pacífico Equatoriano à Amazônia Brasileira por meio de portos e rodovias como rota comercial alternativa foi um dos principais pontos discutidos, ontem (25), na 8ª Reunião Ampliada do Colegiado de Deputados do Parlamento Amazônico, realizada na Assembleia Legislativa do Estado (ALE).

A superintendente da Zona Franca de Manaus, Rebecca Garcia, afirmou que falta um acordo político para a concretização do Manta-Manaus. “O projeto é importante para toda a região, não só para o escoamento da produção, mas também para a entrada de insumos”, ponderou, ao ressaltar que a realização do projeto depende, também, da estruturação dos portos. “Nossos rios já são bem navegáveis, o que precisa é de um alinhamento político e dos portos prontos para que saia um trabalho de bom resultado”, afirmou.

O presidente do Parlamento Amazônico, deputado estadual Sinésio Campos (PT), afirmou que discutir os projetos que combatem a crise e o desemprego deve ser uma constante no cenário político dos Estados da região. “Os rios são nossas estradas e, por isso, vamos incentivar e levantar esse debate neste ano, mesmo sendo ano eleitoral. Temos que fomentar uma nova rota econômica”, disse.

Outro assunto de destaque na reunião foi a vazante dos rios na Amazônia, abordada pelo superintendente da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), o geólogo Marco Antônio Oliveira, que levou aos parlamentares uma contextualização de como funciona o ciclo das águas como um todo para que eles possam entender como isso afeta cada estado. De acordo com ele, a Amazônia já começa a ter um dos maiores períodos de estiagem da história. “Os níveis do Rio Madeira, Rio Juruá e Rio Purus que estão muito baixos, próximos à vazante recorde que aconteceu em 1969. O Acre será o primeiro a ficar mais afetado. O Amazonas só vai sofrer a partir de outubro”, disse.