Protesto marca inauguração do Hospital Universitário Getúlio Vargas

Gisele Rodrigues / portal@d24am.com


Manaus – Um grupo de, aproximadamente, 300 pessoas, segundo a Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua), formado por alunos, professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e ativistas políticos do PSTU e do PC do B, movimentos  sociais e estudantis promoveram uma manifestação em frente a sede do novo Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), inaugurado nesta sexta feira (25). O protesto foi marcado por empurra empurra com a Polícia Militar e gritos de ordem, pedindo a saída do presidente Michel Temer e a não aprovação da PEC 55, que prevê um teto de gastos para o governo.

A confusão começou quando estudantes tentaram entrar a força no interior do prédio e foi impedida pelo batalhão de choque da PM.

    Outros 20 policiais do Batalhão de Choque foram acionados para o protesto
Foto: Sandro Pereira

A presidente da Adua, Guilhermina Terra, afirmou que mais de 50 entidades participam do movimento. Segundo ela, apesar da atuação da PM, o protesto é pacífico.

“Nós não esperamos que o ministro (da Educação) vá nos receber, não contamos com isso. Queremos mostrar para o governo que o  Norte também é contra a PEC 55”, disse a presidente.

Sobre a manifestação, o superintendente do HUGV, Ruben Alves afirmou, em seu discurso, que o ato dos manifestantes não iria atrapalhar a inauguração.

“É um sonho está sendo realizado para dar assistência digna a população. Espero que essa manifestação não acabe  com a nossa festa, a inauguração é maior que isso”, disse o superintendente.

O governador José Melo afirmou que o momento é de agradecimento. “Os tempos são difíceis, mas nós temos que estar preparados para eles”, afirmou.

O deputado federal e líder do Governo Federal na Câmara, Pauderney Avelino, relativizou o protesto e afirmou que a PEC 55 não vai prejudicar os repasse para saúde.

“Essa manifestação é feita por uma minoria, a mesma minoria que é contra os avanços para o Brasil, que foi contra o plano real”, afirmou.

Ao tentar fechar a Avenida Boulevard, o batalhão de choque fez o uso de spray de pimenta e cacetete para dispersar os estudantes. A ação durou poucos minutos e, em seguida, os manifestantes desocuparam a via.

A tentativa dos estudantes, segundo o presidente da UNE no Amazonas, Kennedy Pinheiro, era de impedir a saída do governador.

De acordo com Pinheiro, uma estudante identificada como Angélica Pires sofreu o rompimento do supercílio em decorrência da ação policial.

A estudante foi atendida no ambulatório do HUGV e não quis se pronunciar sobre o assunto.

Segundo o major Benevides, da PM, os policiais fizeram uso do spray de pimenta, mas o oficial negou a agressão da estudante.

“O que aconteceu é que eles estavam cheio de varetas, de canos das próprias faixa e, na hora da dispersão, um desses canos atingiu o olho dela”, disse. Ainda conforme o major, inicialmente 20 policiais faziam a segurança do evento, mas devido o protesto, outros 20 policiais do Batalhão de Choque tiveram que ser acionados.

“Eles começaram a bater no vidro, querendo quebrar tudo, assim não dá o patrimônio acabou de ser entregue”, justificou.