Recessão deixa amazonense mais pobre com maior taxa de perda de renda do País

Laís Motta / portal@d24am.com


Manaus – Com um salário R$ 271 menor, em 2015, o trabalhador do Amazonas foi o que sofreu a maior redução no rendimento médio mensal, de todo o País, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2015 – Síntese de Indicadores, divulgada nesta sexta-feira (25), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda no rendimento chegou a 15,68%, acentuada principalmente entre os homens, onde a redução chegou a R$ 316.

A pesquisa também aponta que o desemprego entre jovens de 18 a 24 anos cresceu quase cinco pontos percentuais em um ano, no Amazonas, e é o quinto maior do País.

A média do rendimento mensal do trabalhador amazonense, em 2015, foi de R$ 1.457. Na prática, o salário do empregado do Amazonas encolheu R$ 271 ou 15,68%, considerando que o rendimento foi de R$ 1.728 em 2014.

O motivo para a queda no rendimento é a redução do emprego tanto das pessoas que ganhavam salários mais altos, quanto dos que ganhavam menos, segundo o disseminador de informação do IBGE, Adjalma Nogueira. No Amazonas, a situação foi pior graças ao desempenho ruim da indústria, que é a base da economia local.

“No momento em que a indústria reduz o seu quadro de funcionários, certamente que a média salarial dos trabalhadores ocupados vai cair e essa queda afeta a média de rendimentos. Outros Estados têm sua economia pulverizada nos serviços, no comércio, na indústria e agroindústria e não dependem de uma só atividade”, disse Nogueira.

Como as demais atividades econômicas do Amazonas – comércio e serviços  são dependentes da indústria, a queda nos empregos nesses segmentos também resulta na redução dos rendimentos.

A pesquisa do IBGE também mostra que as mulheres ganhavam menos que os homens, no Amazonas. No entanto, a redução nos salários foi mais acentuada no público masculino. As mulheres tinham rendimento mensal de R$ 1.560, em 2014, e sofreram uma queda DE R$ 202, com os salários caindo para R$ 1.358, em 2015. Já os homens recebiam R$ 1.832 em 2014 e passaram a receber R$ 1.516 no ano seguinte, uma diferença de R$ 316.