Reunião definiu o roteiro para julgamento do impeachment

Uma reunião entre o presidente do Senado, Renan Calheiros, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, e líderes partidários definiu o roteiro da sessão plenária que vai julgar o impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff. Também são destaques da semana a aprovação do projeto que flexibiliza a Lei de Licitações e de indicações para embaixadas brasileiras e para outros órgãos.

A sessão do Senado que vai julgar o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff foi marcada para a quinta-feira (25) e não tem prazo determinado para ser concluída, podendo terminar a partir da terça-feira seguinte (30). O roteiro foi definido em reunião entre o presidente do Senado, Renan Calheiros, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowisk, e líderes partidários, na quarta-feira (17).

O processo começa com a oitiva das oito testemunhas convocadas, onde cada um dos 81 senadores terá direito a seis minutos de interação com cada depoente, e os advogados de acusação e defesa terão dez minutos. A qualquer momento, o presidente poderá decretar a suspensão da sessão que, nesse caso, será retomada às 9h do dia seguinte.

A segunda etapa do julgamento começará na segunda-feira (29), com o pronunciamento de Dilma aos senadores. Ela já confirmou que comparecerá à sessão. Em seguida, será a fase de discussão do mérito da denúncia, com os debates entre a acusação e a defesa e os pronunciamentos dos senadores. Cada parlamentar terá dez minutos para usar a tribuna.

Caso não haja imprevistos ou interrupções longas, a expectativa é de que a votação final do impeachment ocorra na terça-feira, dia 30. A votação será nominal e através do painel eletrônico. Dilma Rousseff será definitivamente afastada do cargo caso 54 senadores, no mínimo, votem pela sua condenação.

Dilma vai se defender pessoalmente da acusação de ter cometido crime de responsabilidade fiscal. ”Se me hostilizarem, não será problema meu”, afirmou a aliados. Seu advogado, José Eduardo Cardozo, vai começar a trabalhar na produção do texto neste fim de semana.

Há apenas uma linha geral definida. Dilma se diz inocente, afirma que não cometeu crime de responsabilidade e que seu impeachment, da forma como está colocado, é “golpe”.