Salão imobiliário terá 3,8 mil unidades, a partir de R$ 100 mil

Laís Motta /Diário do Amazonas


Manaus – O segundo Mega Salão Imobiliário deve ofertar 3,8 mil imóveis, com valores a partir de R$ 100 mil, entre os dias 4 e 6 de novembro, no Manaus Plaza Shopping. A informação foi dada, ontem, pelo presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM), Romero Reis, durante apresentação dos números do setor, em Manaus, que apontaram queda nas vendas. O metro quadrado subiu e chegou a R$ 5.127,79.

“Hoje, Manaus tem cerca de 3,8 mil imóveis disponíveis em diversos bairros, preços, tamanhos e especificações. Eles estarão disponíveis no Salão. Lá também teremos lançamentos”, disse Reis.

As unidades vão desde aquelas voltadas ao programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), com valores iniciais de R$ 100 mil, às de alto padrão, com preços acima de R$ 1 milhão.

Para  comprar um imóvel durante o Mega Salão, o consumidor deve levar RG, CPF, comprovante de renda e de residência. No evento, estarão as construtoras, imobiliárias e representantes dos bancos.

Pesquisa 

Em setembro, o setor imobiliário vendeu 213 unidades em Manaus, com um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 85 milhões, abaixo do apurado em agosto (R$ 87,57 milhões), de acordo com a pesquisa da Ademi-AM. O Valor Sobre a Oferta (VSO) ficou em 5,4%, caindo mais de um ponto percentual em relação a agosto, quando o índice foi de 6,6%.

A recente queda da taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25 ponto percentual, deve dar mais ânimo ao setor, mas isso não ocorrerá de forma imediata. “Embora as ações para fortalecer a economia já terem sido iniciadas, os efeitos vão demorar um pouco a fazerem efeito”, avaliou o presidente da Ademi-AM.

Segundo a pesquisa, o valor do metro quadrado subiu de R$ 4,577,32, em agosto, para os atuais R$ 5.127,79 e deve manter esse ritmo. “O preço vai voltar a subir. Isso não significa que Manaus é uma cidade cara”, afirmou Romero Reis. O índice FipeZap aponta que o preço do metro quadrado em Manaus é o 16º mais caro entre 21 cidades pesquisadas.

Os bairros Dom Pedro e Ponta Negra foram os que registraram o maior número de vendas, com 33 e 32 unidades, respectivamente. Mas o maior VSO foi obtido na Compensa (30%), seguido por Santa Etelvina (14,6%).

A preferência do consumidor local foram as unidades com três quartos, com venda total de 77 imóveis.

A faixa de preço médio de R$ 400 mil a R$ 600 mil obteve a maior quantidade vendida, com 53 unidades, seguido das unidades de R$ 250 mil a R$ 400 mil.