Setor de serviços no AM obtém segunda maior taxa de crescimento do País

Laís Motta / portal@d24am.com


Manaus – Assim como a indústria, o setor de serviços sofreu uma reaquecida no Amazonas, nos últimos meses de 2016. Segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira (12), o volume de serviços no Estado cresceu 4,6% na passagem de outubro para novembro, registrando o segundo melhor resultado do País.

O setor de serviços atende, em grande escala, a indústria, prestando atividades como alimentação, limpeza e segurança. Uma vez que há aumento na produção da indústria, há consequentemente aumento da demanda para empresas de serviços.

Segundo o IBGE, a produção industrial do Amazonas cresceu 4,4%, entre outubro e novembro, o terceiro melhor resultado do País. Esse crescimento foi acompanhado pelos serviços, que registraram evolução de 4,6% no volume do setor, no mesmo período. Foi o segundo maior crescimento do Brasil, atrás somente da Bahia, onde o volume de serviços cresceu 5,2%.

Na passagem de setembro para outubro, o volume de serviços havia caído 7,2%. No mesmo período, a produção industrial havia recuado 2,5%.

No comparativo com novembro de 2015, o setor continua em desempenho negativo. O volume de serviços caiu 10,3%, no Amazonas, naquele mês, comparado ao mesmo mês de 2015, aponta o estudo mensal. Apesar do dado negativo, o setor mostra melhoras em relação a outubro. Naquele mês, o volume havia caído 16,2% na comparação com outubro de 2015, mostra a pesquisa do IBGE.

A receita nominal do segmento cresceu em 5,3% em novembro, em relação ao mês anterior. Em relação a novembro de 2015, a receita também mostrou melhoras. A queda foi 6%, enquanto que, em outubro, comparado ao mesmo mês de 2015, o recuo havia sido de 13%.

 

Brasil

Todas as atividades de serviços registraram aumento no volume prestado na passagem de outubro para novembro.

Houve expansão no setor de Outros Serviços (3,3%); Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (2,1%); Serviços de informação e comunicação (1,0%); Serviços profissionais, administrativos e complementares (0,8%); e Serviços prestados às famílias (0,2%). O agregado especial das Atividades turísticas apresentou crescimento de 0,5% em novembro ante outubro.

Todos os segmentos registraram variação superior à média nacional dos serviços, que ficou próxima à estabilidade com ligeiro avanço de 0,1%.

De acordo com o  analista da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Roberto Saldanha, a metodologia de cálculo prevê um ajuste sazonal diferenciado entre as diferentes atividades e o total do País, o que explica a estabilidade dos serviços na média nacional apesar das taxas positivas entre os segmentos investigados.

“É a metodologia, é um pacote de ajuste sazonal que tira todos os efeitos que podem afetar uma atividade, justificou o pesquisador.