Testemunhas da Operação Cauxi começam a ser ouvidas no Tribunal de Justiça do AM

Asafe Augusto / portald24am@gmail.com


Manaus – Na manhã desta terça-feira (13), o Tribunal de Justiça do Amazonas iniciou a instrução processual da Operação Cauxi, que resultou na prisão de 13 pessoas, acusadas de integrar esquema de desvio de verbas públicas e fraudar licitações da Prefeitura de Iranduba, com valores que ultrapassam os R$ 56 milhões. Entre os envolvidos está o prefeito cassado da cidade, Xinaik Silva Medeiros.

O processo foi dividido em três partes e as testemunhas serão ouvidas nas esferas política, administrativa e empresarial.

Hoje serão ouvidas apenas dez testemunhas de acusação. Na quarta-feira (14) será a vez das testemunhas de defesa.

Na quinta e sexta-feira serão ouvidos os réus. Sendo quinta para a esfera política e sexta para as esferas empresárias e administrativas.

As dez testemunhas de hoje serão ouvidas três vezes.

Dos 13 acusados, seis continuam presos e, devido ao grande volume do processo e complexidade do caso, o magistrado determinou, em junho deste ano, o desmembramento da ação em três núcleos – Político, Empresarial e Administrativo –, bem como a inclusão de um índice, em cada parte desmembrada para facilitar a análise das provas existentes.

No primeiro núcleo ficaram os acusados detentores de cargos políticos; já o núcleo Empresarial é composto por empresários acusados de envolvimento no esquema de corrupção; e no último núcleo, o Administrativo, estão os servidores públicos da Prefeitura de Iranduba que, de acordo com a acusação, também faziam parte da suposta organização criminosa. O Ministério Público Estadual (MPE-AM) já efetuou o desmembramento e, em agosto, todas as denúncias dos respectivos núcleos foram recebidas pelo juiz Jorsenildo Nascimento, que estabeleceu, ainda, o compartilhamento de provas existentes no núcleo Político com os demais.