Time de handebol feminino do AM termina em penúltimo no Brasileiro Cadete

Diogo Rocha / Diário do Amazonas


Manaus – O handebol feminino de base do Amazonas não está distante apenas geograficamente dos grandes polos do País, como São Paulo. O nível técnico também é crítico. A penúltima colocação do Rio Negro no Campeonato Brasileiro Cadete Feminino (até 16 anos), encerrado na última quarta-feira (12), em Manaus, é uma comprovação do descaso com a categoria.

Apesar de Manaus ter sido, pela primeira vez, sede do Brasileiro Cadete, o presidente da Liga de Handebol do Amazonas (Liham), Jefferson Oliveira, acredita que os 14 anos sem representatividade do Estado nas competições nacionais da categoria foram prejudiciais. O dirigente até considerou o sétimo lugar obtido pelo Galo, entre os oito clubes que disputaram a competição, como já ‘esperado’.

“Estamos apenas iniciando um processo (de incentivo à modalidade). A Liham trouxe o Brasileiro para Manaus para todo mundo aprender e os técnicos daqui avaliarem os trabalhos das outras equipes, nesta categoria. Não esperávamos resultado nenhum do Rio Negro, nossa expectativa não era essa”, declarou Oliveira.

Na competição, além da equipe anfitriã do Amazonas, participaram o Esporte Clube Pinheiros (SP), que ganhou o tetra, em Manaus, do Mesc (SP), do Metodista/São Bernardo (SP), Português/Aeso (PE), ATHB/Hand Torres (RS), Campo Verde (MT) e do Objetivo (RR).

“As outras equipes são muitos fortes e têm um trabalho mais consolidado. Serviu de aprendizado para o técnico e para as atletas perceberem o nível de um clube de fora do Estado. Lógico que podemos melhorar, como ocorreu com as equipes adultas (Masculina e Feminina) do Adalberto Valle, que depois de jogar, em Manaus, o Brasileiro, em 2015, evoluíram, neste ano, e entrou na fase decisiva da Liga Nacional (divisão de elite)”, comparou Oliveira.

Durante o Brasileiro, o Rio Negro perdeu três dos quatro jogos que disputou e venceu apenas o lanterna Objetivo (RR), por 25 a 15. Longe da disputa de medalhas, o técnico do Alvinegro, Sidney Ferreira da Silva, 52, culpou a falta de tempo hábil para entrosar o grupo, formado por 16 jogadoras.

“Tivemos três semanas para poder organizar essa equipe do Rio Negro, que é uma seleção de outros times do Amazonas, para a competição. Foi complicado, porque tivemos que entrosar no decorrer do Brasileiro, melhorando a cada jogo. Mas valeu para as jogadoras daqui, pelo nível do torneio”, declarou o treinador.

Outra questão que pesou foi o nível técnico do grupo do Galo, que era de origem escolar, por falta de clubes locais com equipes de base. “Sete jogadoras treinam, comigo na Escola Estadual Almirante Ernesto (de Mello Baptista, na Vila Buriti, zona sul de Manaus) e as demais nove atletas vieram de outras escolas de Manaus e de municípios, como Parintins e Manacapuru”, explicou Da Silva.

Times adultos na elite do handebol brasileiro, após conquistas
A equipe do Sesi/Uninorte disputará a fase nacional do Campeonato Brasileiro Adulto Masculino de Handebol. Já a equipe feminina do Estado, o Adalberto Valle, conquistou a Conferência Norte da Liga Nacional Feminina e também se classificou para a Liga Nacional, com os oito melhores times do País.