Tucano Imbassahy assumirá Secretaria de Governo no lugar de Geddel Vieira

Com informações de agências / portal@d24am.com


Brasília – O líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), assumirá a Secretaria de governo no lugar do demissionário Geddel Vieria Lima (PMDB-BA). O anúncio deveria ser feito pelo presidente Michel Temer, ontem, mas por problemas de agenda será na segunda-feira.

O nome foi acertado entre Temer, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. De acordo com os tucanos,Temer gosta dele, ele é muito experiente e habilidoso, tem boa circulação no Congresso e no PSDB, e tem uma trajetória considerada “inatacável”.

Deputado baiano, Imbassahy assumirá a vaga deixada pelo conterrâneo Geddel Vieira Lima, que pediu demissão do cargo, envolvido em crise política na qual pediu ao ministro Marcelo Calero (Cultura), também demissionário, para ajudar na liberação de um empreendimento no qual tinha comprado um apartamento.

Diante da queda de Geddel Vieira Lima e do recrudescimento das dificuldades políticas do governo Michel Temer, agravadas divulgação de indicadores econômicos ainda muito ruins e apontando para a continuidade do desastre nos próximos anos, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), passou a defender que o PSDB tivesse seu espaço no núcleo do governo ampliado.

Principal avalista do governo de transição, após a manifestação de Renan, o comando do PSDB cobrou um pacote de medidas na área econômica e social, para melhorar a imagem do governo Michel Temer e do governo. Nas palavras do presidente nacional do PSDB, semana passada, o governo precisava de ‘um animador de auditório’ na economia e de uma boa comunicação na área social.

Os tucanos vão emplacar Antônio Imbassahy em uma supersecretaria no coração do governo, mas negam que tenham pressionado para ter alguma pasta econômica: Planejamento ou Fazenda. “Se a gente quisesse a economia tinha nomeado no início. E seria pouco inteligente criar uma confusão na economia e ficar na nossa conta! Fomos para o núcleo duro do governo para ajudarmos sem desestabilizar a área econômica”, disse um dos caciques tucanos.