Vila Olímpica oferece aulas gratuitas de slackline, em Man

Manaus – Equilíbrio mental e físico se encontram na prática do slackline. O esporte que conta com uma fita elástica presa a dois pontos fixos vem se popularizando na capital e proporciona uma verdadeira academia ao ar livre. A partir deste mês, a Vila Olímpica oferece aulas gratuitas do esporte às segunda, quarta e sexta-feiras, das 8h às 9h.
Praticante há quatro anos do esporte, o instrutor Roosevelt Bezerra, que conta com o apoio dos instrutores Suzi Soares e Alef Feitoza, explica que o slackline traz benefícios para a mente e corpo.
“O benefício mental acontece principalmente na concentração que é importantíssima no esporte já que a pessoa precisa se concentrar em um ponto fixo. Já na parte física, ele mexe com todos os músculos de perna, coxa e abdômen. É uma verdadeira academia ao ar livre”, destacou o Roosevelt que já representou Manaus em campeonatos brasileiros de slackline.
Para os que não conhecem o esporte e têm até receio de tentar as primeiras práticas, Roosevel explica que o slackline se baseia em cinco pontos principais. Sendo eles: concentração no ponto fixo, pé reto, braços levantados, joelhos flexionados e postura. “Tudo é uma questão de treino. É um esporte que lança desafio atrás de desafio para si mesmo mesmo”, disse.
Ele afirma que interessados de cinco a 60 anos podem participar das aulas, basta apresentar um documento de identidade e ir com roupas leves. Menores de idade, devem ir acompanhados de responsáveis.
Além das práticas que serão desenvolvidas nas aulas semanais, o instrutor comenta que entre as modalidades do esporte estão a Trickline baseada na prática de manobras sobre a fita; a Waterline que acontece encima das águas; a LongLine que é praticada com uma fita acima dos 30 metros de distância; e a Highline em que o participante tem que atravessar a fita em uma altura acima de dez metros.
“O nosso lema é ‘Slackline para todos’. A ideia é além de popularizar o esporte e também que o torne o estilo de vida. Quem sabe não tiramos daqui algum atleta para representar a nossa cidade em campeonatos pelo Brasil. Nosso país já se destaca no esporte, mas infelizmente, estamos sem representante regional. Podemos encontrar aqui alguém interessado em se especializar e buscar mais sobre o slackline”, completou.
Conhecendo o esporte
A universitária Kika Souza, 23, conta que estava sem praticar o esporte há quatro meses e aproveitou as aulas oferecidas para retornar a prática. “Conheci o ‘slack’ pelas redes sociais e depois que comecei a praticar, treinava dez horas por dia. Você começa a ter mais consciência corporal e  acaba querendo aprender mais e mais. Penso que é um esporte que tem principalmente a inclusão social, pois é um esporte aberto, marcado pela acessibilidade e que mexe com a questão da saúde mental e física”, comentou.
Conhecendo o esporte pela primeira vez, o engenheiro mecânico, Francisco Benedito, 30, conta que encontrou na prática uma forma de “refrescar” a mente. “Os meus amigos já praticavam e resolvi conhecer. O slack trabalha bastante a respiração e refresca a mente, pois você tem que esquecer tudo e se concentrar somente naquele universo. É um esporte diferente do que se vê, principalmente porque é ao ar livre”, comentou.
“Pra quem nunca praticou, é possível, basta ter determinação. É um esporte que trabalha a auto estima e superação, pois você lança de minuto a minuto desafios a vocês mesmo”, completou a professora de educação física, Amanda Pinheiro, 25, que conheceu nas aulas o esporte pela primeira vez.