Adriano Giffoni lança seu 10º disco

Bruno Mazieri / portal@d24am.com

Foto: Vinícius Giffoni/Divulgação

Manaus – Comemorando 35 anos de carreira, o contrabaixista Adriano Giffoni está prestes a lançar seu 10º disco. Batizado de ‘Caminho do Som’, a obra conta com 11 faixas, sendo todas autorais, e foi produzido entre 2015 e 2016, período em que ele mesmo compôs cada uma das canções.

“A cada dois anos lanço um novo trabalho. A música brasileira é meu estilo e para que isso fique bem claro, coloquei ao lado de cada faixa, o estilo de cada uma delas: maracatu, bossa nova, baião e por aí vai”, explica ele.

Gravado por Flávio Paiva e com direção musical assinada pelo próprio artista, o CD está previsto para ser comercializado a partir de abril deste ano, mas com lançamento no Rio de Janeiro, acompanhado de uma série de workshops de música brasileira.

Giffoni, que é oriundo do Ceará, mais precisamente de Quixadá, interior do Estado, também possui uma forte ligação com o Amazonas. Filho do músico amazonense Alcides Lima, ele morou em Manaus dos 18 aos 20 anos, quando foi estudar música em Brasília. “A minha carreira começou aí (atualmente mora no Rio de Janeiro). Participei da banda de baile Santa Bárbara, passei pelos Os Embaixadores e também pela Blue Birds. Foi nessa época que recebi um convite para estudar música em Brasília”, conta.

Após isso, fincou suas raízes na Cidade Maravilhosa, foi quando conheceu Sivuca. De lá para cá, Giffoni já tocou com nomes poderosos da Música Popular Brasileira (MPB), como Gal Costa, Maria Bethânia, Nana Caymmi, Elba Ramalho, Djavan e Leila Pinheiro. Ultimamente ele tem acompanhado Roberto Menescal – que completa oito décadas, neste ano – e participa da Banda do Síndico, que já foi do Tim Maia.

Ao olhar para trás, o contrabaixista diz que sente muito orgulho de onde chegou. “É muito legal lembrar que tudo começou em Manaus e que passei por inúmeras experiências até chegar ao Rio de Janeiro”. Porém, ele ressalta que ‘viver de música’ ainda é algo bastante complicado.

“É preciso dedicar muito tempo estudando todas as situações, não se acomodar com um cantor ou uma banda. É preciso ser professor, estudar tecnologia, saber mexer com a internet, entender de marketing… A dificuldade é para todos, mas ficar fazendo somente uma coisa é complicado. Me dediquei bastante e escolhi a MPB como a minha bandeira”, desabafa.

 

Futuro

Além da agenda concorrida, Giffoni ainda arranja tempo para escrever livros, sendo muitos deles sucesso nos Estados Unidos, Europa e Japão, onde já tocou três vezes, sendo uma delas acompanhando Gal Costa. “No exterior, acabo sendo referência de música brasileira justamente por ser um estudioso e, cada vez mais, estou conquistando espaço”, revela.

Apesar do desejo de fazer uma turnê de lançamento, o contrabaixista adianta que está aguardando a agenda dos músicos. “Tenho o desejo de voltar a Manaus e lançar meu disco no Teatro Amazonas, onde foi o primeiro lugar que usei meu nome, durante o show ‘Bola de Cristal’, com Vander Cunha e Torrinho. Até hoje guardo esse cartaz”, finaliza.