Amyr KlInk e a cultura da ação

Amyr apresenta hoje em Manaus palestra sobre liderança e conta o que o levou a trocar a rotina de aventura por palcos acadêmicos no mundo inteiro

Mariah Brandt/plus@diarioam.com.br

 

Manaus – A calma e a clareza na voz de Amyr Klink revelam, logo de cara, as características de um especialista em planejamento. Amyr foi a primeira pessoa a fazer a travessia a remo do Atlântico Sul, mas não parou por aí: também remou da África até o Brasil, fez longas expedições para a Antártida, sozinho e depois acompanhado de profissionais e até da família.

Depois de toda essa vivência em alto mar, decidiu realizar palestras que pudessem incentivar pessoas a seguirem seus objetivos e sonhos — e Manaus recebe uma delas, hoje, a partir das 19h, no Manaus Plaza Centro de Convenções. “O jovem tem que ser protagonista de algum processo, tem que ser o autor ao invés de só ouvir ou ler, ele precisa parar de planejar e fazer”, afirma, em entrevista ao PLUS.

A palestra ‘Execução’ acontece hoje, no Manaus Plaza Centro de Convenções, a partir das 19h (Foto: Divulgação)

Formado em Economia pela USP e pós-graduado em Administração de Empresas pela Mackenzie, ele nega o título de coach. “Acho hipócrita comparar a atividade que tive dentro do esporte com as mensagens que eu passo nas palestras. Não faço analogias porque isso é coisa de oportunista, que estão cheios por aí. Viajo para palestras em países como a Índia, África do Sul, Alemanha, Áustria, entre outras, mas sou um empresário, trabalho projetando e construindo barcos que tenho maior orgulho de dizer que surgiram no Brasil e que não temos mortes nem acidentes”, conta Amyr.

“Sou conhecido no Brasil por ser um super planejador, mas chega uma hora que você precisa parar de ser um teórico e executar. O brasileiro é muito competente em levantar ideias mas muito pouco em executá-las”, comenta.

Ao levar sua família para as aventuras, Amyr conta o que mudou dentro de si. “Fiz viagens com minhas filhas e percebi que meu legado não é um benefício material. Fizemos quase oito viagens para a Antártica e todas elas entenderam que o patrimônio que eu e a mãe delas vamos deixar foi a experiência que viveram. Elas também fazem palestras, escreveram livros que são usados no País inteiro e acabaram contaminadas por essa noção da importância de deixar algo de verdadeiro valor”, completou.