Angelina Jolie revela em entrevista que foi diagnosticada com paralisia facial

"Às vezes, as mulheres da família se colocam em último lugar, até que isso se manifesta na saúde delas", disse a atriz

Em uma entrevista publicada pela Vanity Fair, na última quarta-feira (26), a atriz Angelina Jolie revelou que foi diagnosticada com paralisia de Bell, uma paralisia parcial da face.

Angelina contou que desenvolveu a paralisia no ano passado. “Às vezes, as mulheres da família se colocam em último lugar, até que isso se manifesta na saúde delas”, disse.

A paralisia de Bell ocorre quando um nervo do rosto fica inchado ou inflamado, despertando sintomas como fraqueza muscular, baba, olhos e cantos da boca inchados, espasmos ou a paralisia total. Os sintomas geralmente afetam apenas um lado do rosto.

Nos Estados Unidos, cerca de 40 mil pessoas são diagnosticadas com a condição todos os anos. A doença pode afetar qualquer um, mas é mais comum em mulheres grávidas, em pessoas que estão gripadas e em diabáticos.

O médico David Simpston, diretor do setor de neuromusculatura da Escola de Medicina do Mount Sinai em Nova York disse à revista Health que não há uma causa específica para a paralisia de Bell. “Na maioria dos casos, não identificamos uma causa específica, mas os médicos acreditam que está associada a uma infecção viral”, explica.

A doença pode ser identificada apenas com a observação do paciente, mas, às vezes, os médicos pedem exames de sangue para identificar as possíveis causas, como diabetes ou tumores.

O tratamento para a paralisia geralmente começa com o cuidado daquelas partes que estão inflamadas ou paralisadas, principalmente os olhos. Os médicos geralmente prescrevem antiinflamatórios a base de esteróides e médicos antivirais também podem ser usados juntos. Após começar o tratamento, os pacientes costumam melhorar em sete a dez dias. Se a paralisia não melhorar em seis meses, os profissionais indicam uma cirurgia para restaurar os movimentos.

Angelina contou à Vanity Fair que ela está completamente curada, e disse que foi a acupuntura que a ajudou. Entretanto, não há nenhuma comprovação científica de que tratamentos alternativos como acupuntura, relaxamento ou ingestão de vitaminas possam ajudar na cura.