Caprichoso conquista o bicampeonato no 53° Festival Folclórico de Parintins

Com o tema 'Sabedoria Popular: Uma Revolução Ancestral', o bumbá levou surpresas e superação à arena. O resultado oficial da apuração do festival saiu na tarde desta segunda-feira (2)

Édria Caroline e Stephane Simões / redacao@diarioam.com.br

Manaus – O boi-bumbá Caprichoso conquistou o bicampeonato do 53° Festival Folclórico de Parintins, com o tema ‘Sabedoria Popular: Uma Revolução Ancestral’. O resultado oficial da apuração do festival saiu na tarde desta segunda-feira (2). Nos três dias, a apresentação do bumbá foi marcada por emoção, surpresas e superação. Na pontuação geral, Caprichoso ficou com 1.259,1 e Garantido com 1.255,4.

Nos três dias, a apresentação do bumbá foi marcada por emoção, surpresas e superação. (Foto: Sandro Pereira)

O Caprichoso abriu a primeira noite de apresentação, na última sexta-feira (29), e apresentou o tema: ‘Ancestralidade, o Ethos do Saber Popular’. Entre os momentos mais marcantes estão a alegoria do ritual Tariana, do artista Junior de Souza, que trouxe o pajé Netto Simões, que impressionou o público presente ao se transformar em um escorpião. Na encenação do Auto do Boi, o bumbá também surpreendeu: o pajé que encenou a ressurreição do boi sobrevoou o Bumbódromo sobre uma prancha, levando a galera azulada ao delírio.

No segundo dia de apresentações, o Caprichoso levou o tema ‘Encontros: um mosaico de saberes’. A lenda amazônica ‘Sissa: a flor dos Aimarás’ abriu a noite com uma gigantesca alegoria. O touro negro encerrou uma noite marcada pela superação, ao conseguir levar ao Bumbódromo a alegoria do ritual indígena ‘Transcendência Yanomami’, quase perdida em um incêndio, na última quinta-feira (28). O canadense Alexandro Duru sobrevoou o Bumbódromo novamente, desta vez representando um pássaro e trazendo o estandarte da porta-estandarte Marcela Marialva.

Encerrando a última noite de Festival, o bumbá levou para a arena o tema ‘Arte: a Revolução pelo saber popular’, clamando igualdade e respeito à diversidade, já na madrugada desta segunda-feira (2). Lendas amazônicas, a arte dos artesãos e a despedida da rainha do folclore Brena Dianná marcaram a noite.

Resistência vermelha

Com o espetáculo ‘Auto da Resistência Cultural’, o Garantido encerrou a primeira noite, na sexta (29), sob o tema ‘Identidade e Resistência’, celebrando a resistência de diversas etnias e prestando homenagens a personalidades amazônicas conhecidas, como Chico Mendes e o cacique Ajuricaba. O boi de Lindolfo Monteverde concorreu no item 11, Toada, Letra e Música, com a toada ‘Consciência Negra’, do compositor Paulinho Du Sagrado e emocionou a galera.

No sábado (30), o tema ‘Diversidade e Resistência’ abriu a programação, no Bumbódromo, com uma mensagem de resistência em defesa das diferenças, do respeito e da tolerância. A cantora Márcia Siqueira participou do Auto do Boi como Mãe Catirina e encenou o fatídico desejo de comer a língua do animal. Já a gigantesca alegoria do ritual indígena, ‘Iniciação Marupiara’, surpreendeu pelos movimentos reais nela inseridos.

Na noite deste domingo, o Garantido iniciou as atividades com o tema ‘Consciência e Resistência’, enquanto o Caprichoso levou à arena, mais tarde, o espetáculo ‘Arte: A Revolução pelo Saber Popular’, dando fim ao 53º Festival Folclórico de Parintins.