Conexão cultural Rio-Manaus

Da redação


 

Manaus – Neste mês, Manaus poderá conhecer melhor — e de forma gratuita — um pouco da arte contemporânea do Rio de Janeiro. Isso porque a Companhia Híbrida e o Coletivo Nopok, ambos cariocas, apresentarão obras de seus portfólios em espaços públicos da capital amazonense.

No caso da Híbrida, que passará pelo Largo São Sebastião, no Centro, dia 14 de agosto, e pela Praia da Ponta Negra, no dia 15, a principal atração é ‘Olho Nu’, um espetáculo de hip-hop e dança contemporânea apresentado pela companhia, em conjunto com o Ministério da Cultura e a Fundação Nacional de Artes (Funarte).

O ‘cardápio’ se completa com duas performances de rua. A primeira é ‘Ponto de Parada’, na qual oito bailarinos, misturados às demais pessoas, aguardam o ônibus em uma parada, intercalando pausas em grupo, passos de dança isolados e coletivos.

A outra performance é ‘Escuta’, quando os artistas, munidos de fones de ouvido desplugados, oferecem aos transeuntes a possibilidade de contato por meio das extremidades do acessório. A equipe é formada pelos intérpretes criadores Jefte Francisco, Raphael Lima (Russo), Luciana Monnerat, Luciano Mendes (Duly Omega), Daniel Oliveira (Kiriku), Fábio de Andrade (Fábio Max), Marjory Lopes e Mailson Morais, sob direção de Renato Cruz.

Clima olímpico

Circulando pelas cidades que recebem a Olimpíada, por meio do prêmio Funarte – Cena aberta de Circulação, via Ministério da Cultura, o Coletivo Nopok apresentará o espetáculo ‘Carrilhão’, nos dias 3 (Largo São Sebastião), 4 (Praça de Alimentação da Cidade Nova) e 5 (Praia da Ponta Negra) de agosto.

A montagem, dirigida por Daniela Carmona e Adriano Basegio, é uma fusão das linguagens do circo e do teatro. A dupla de artistas (Fernando Nicolini e Daniel Poittevin) se desdobra entre diversos personagens e narrativas, trazendo alegorias de diferentes culturas e épocas. Alguns números circenses ganham destaque, como a parada de mão, o rola-rola e os monociclos altos.

Para Diego Batista, responsável pela produção local das apresentações, o grupo inova na forma com a qual mescla os diversos elementos cênicos. “Os recursos que o Daniel e o Fernando trazem à cena tornam-se mais ricos do que aparentam ao serem colocados em apresentações de rua, construindo uma dinâmica própria com o público presente”, pondera o produtor.