Eliana Prints fará apresentação única, no próximo dia 10 de junho

Radicada no Rio de Janeiro, ela explica que essa escolha se deve muito à proximidade de sua família, amigos e, principalmente, a seus conterrâneos

Bruno Mazieri/plus@diarioam.com.br

Foto: Adonay Pereira/Divulgação

Manaus – “Acho que o mês em que você nasceu tem que ser comemorado. Não somente no dia exato, mas sim, no mês todo, para que não esqueçamos dos amigos que fomos fazendo pela vida e que, de alguma forma, nos ajudaram e continuam ajudando nesse caminhada”. Foi por esses motivos que a cantora amazonense Eliana Printes preparou uma apresentação especial para 10 de junho, às 23h, no Teatro Manauara, onde irá celebrar, juntamente com artistas convidados, seu aniversário.

Radicada no Rio de Janeiro, ela explica que essa escolha se deve muito à proximidade de sua família, amigos e, principalmente, a seus conterrâneos — ou, como ela mesma descreve, “seu primeiro público”. “Por isso, selecionamos um roteiro com canções que contam um pouco da minha trajetória, desde o início da minha carreira, em Manaus. São canções que meus pais ouviam, em casa, e que despertaram em mim a vontade de ser cantora”, conta.

Prestes a lançar um novo trabalho, gravado ao vivo, ela destaca que completar mais um ano de vida é, também, amadurecer profissionalmente. “Um ano a mais traz um crescimento em todos os aspectos para a vida de todos nós e, claro, isso reflete no seu trabalho, na família, no relacionamento com os amigos e em todas as escolhas e decisões”, diz a cantora, que não quis revelar, ainda, os nomes que farão parte do show comemorativo. “São pessoas próximas de mim, que gosto muito e será uma surpresa para o público”.

Atualmente, Eliana segue fazendo shows na Cidade Maravilhosa, onde realizou duas temporadas no famoso Beco das Garrafas, considerado o berço da Música Popular Brasileira (MPB). “E sigo, também, fazendo apresentações pelas lonas culturais do Rio. Estou muito feliz com o show ‘Elas’, uma homenagem às compositoras brasileiras, e pretendo continuar levando-o às principais cidades do Brasil e, ao final, quero transformar esse projeto em um CD”, adianta.

Mudança

A cantora foi uma das poucas artistas amazonenses que decidiu ‘deixar’ o Amazonas em busca de um crescimento profissional no eixo Rio-São Paulo e por lá permaneceu. “No meu caso, senti a necessidade de expandir o meu trabalho e, ao mesmo tempo, buscar aprendizado e conhecimento dentro do ambiente da música para um crescimento e um ajuste de ideias que continua até hoje”.

“Quanto a sair de Manaus, de certa forma, a gravadora com a qual assinei contrato, inicialmente, tem sede no Rio e se fazia necessário eu estar próxima para podermos desenvolver um trabalho conjunto. E, nesse caso, a distância contaria muito, mas nunca saí de Manaus. Normalmente, vou duas ou três vezes ao ano, pois é nela que estão meus familiares, amigos de infância e todo o referencial que levo para a minha vida”, comenta.

E é justamente essa proximidade com as cidades nas quais a música, de fato, acontece, que proporciona a Eliana ver com clareza o atual cenário da música brasileira. “O Brasil é um País com muitas influências, principalmente na música. Por ser um lugar de dimensões continentais, fica difícil perceber tudo o que está acontecendo. Mas acho necessárias todas as regionalidades para o desenvolvimento da cultura e, se colocarmos o foco somente para o que toca nas rádios, não vamos ter um espectro geral do atual momento, pois a indústria toma conta dos meios de comunicação, visando, em primeiro plano, um retorno financeiro e, muitas vezes, não se importa com a qualidade do que estão vendendo”, desabafa.